O Museu e Memorial do 11 de Setembro passou a reforçar ações de educação e interação com jovens que não viveram os ataques de 11 de setembro de 2001. A instituição recebe 2,4 milhões de visitantes por ano e usa voluntários treinados, incluindo socorristas, para conversar com o público.
A mudança ocorre enquanto 100 milhões de americanos não tinham nascido ou eram muito jovens para se lembrar dos acontecimentos. Beth Hillman, presidente do museu e memorial e veterana da Força Aérea dos Estados Unidos, disse que muitas pessoas de sua geração ainda lembram exatamente onde estavam naquele dia.
Entre os voluntários está Logan Miller, de 32 anos, que perdeu um tio e um avô nos ataques. Para ele, o contato com o museu ajuda visitantes que conheceram o desastre apenas por relatos dos pais ou da escola a compreender a dimensão do que ocorreu.
Perguntas e lembranças
Miller afirmou que os jovens são “mais curiosos” e fazem mais perguntas do que visitantes mais velhos. Segundo ele, parte dos adultos evita questionar por receio de ofender.
Ignacio Gaete, de 22 anos, visitou o museu e o memorial, formado por dois grandes espelhos d’água construídos sobre as fundações das Torres Gêmeas. Ele disse que não nasceu na época, mas considerou importante fazer a viagem e afirmou que a memória pode atravessar gerações.
Holly Kafka, de 61 anos, viajou de Chicago com o marido para conhecer Manhattan. Ela defendeu que os jovens sejam incentivados a deixar as redes sociais e visitar o local pessoalmente.
Na próxima sexta-feira, o vice-presidente JD Vance e os ex-presidentes Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush estarão no Marco Zero, no sul de Manhattan. Donald Trump fará sua homenagem no Pentágono, e não em Nova York. A informação de que a ausência estaria ligada à proibição de discursar no local foi classificada por Trump como “inventada”.
Cerimônia e legado
A cerimônia no Marco Zero começará às 8h40, horário em que o voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte. Esse horário corresponde a 9h40 no horário de Brasília. Familiares vão ler os nomes das vítimas, e, à noite, dois feixes de luz serão projetados no céu para simbolizar as duas torres.
Nos ataques, 19 integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões. Dois atingiram o World Trade Center, provocando o desabamento dos edifícios de 110 andares. Um avião caiu no Pentágono e outro caiu em um campo perto de Shanksville, na Pensilvânia, após passageiros enfrentarem os sequestradores.
As mortes daquele dia chegaram a 2.977. Além desse total, mais de 9.400 pessoas morreram por doenças relacionadas aos ataques, conforme o programa federal criado para dar assistência médica aos afetados.
O julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, apontado como suposto mentor dos ataques, foi marcado para junho de 2028, na base naval americana de Guantánamo, em Cuba. Ele está preso no local há 20 anos.









