Os Estados Unidos discutem levar para a América do Sul a maioria dos drones MQ-9 Reaper atualmente empregados na África. A transferência envolveria equipamentos do Comando Africano para o Comando Sul, responsável pelas ações militares americanas na região.
O número exato de drones ainda não foi definido. Também está em avaliação o envio de parte dos equipamentos para o Oriente Médio, depois que as Forças Armadas dos EUA perderam recursos na guerra contra o Irã.
Possíveis operações no Equador
A movimentação é tratada como preparação para ações contra o narcotráfico e o terrorismo. Entre os cenários avaliados estão possíveis operações no Equador, onde o governo de Daniel Noboa começou, no início deste ano, operações militares conjuntas com os Estados Unidos contra “organizações terroristas designadas”.
O MQ-9 Reaper é usado em missões de vigilância e ataques. A chegada dos drones ocorre após o deslocamento de outros equipamentos militares para o Caribe em 2025, em uma campanha contra supostos barcos envolvidos com o tráfico de drogas. A operação também contou com caças F-35 e pelo menos um avião de combate AC-130.
Autoridades do governo de Donald Trump apresentaram planos para ampliar operações terrestres com países aliados da América do Sul. Em agosto, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, citou Equador, Honduras, Guatemala, Jamaica e Colômbia como parceiros dos Estados Unidos e mencionou convites para operações conjuntas contra “narcoterroristas”.
Prioridade do Pentágono
Na Estratégia de Defesa Nacional divulgada em janeiro, Hegseth definiu a proteção do território americano e do “hemisfério ocidental” como a prioridade número um do Pentágono. O departamento não comentou o planejamento dos drones.
Em 2025, o governo Trump elaborou um parecer jurídico confidencial sobre ataques letais contra uma lista secreta de cartéis e suspeitos de tráfico. O documento, produzido pelo Escritório de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça, sustentava que o presidente poderia autorizar o uso de força letal contra grupos que “representam uma ameaça iminente aos americanos”.









