APARECIDA — A missa solene em homenagem a Nossa Senhora Aparecida reuniu milhares de fiéis nesta segunda-feira (12), no Santuário Nacional, em Aparecida, no interior de São Paulo. Durante a celebração, o arcebispo dom Mário Antônio da Silva pediu paz e criticou divisões, guerras e confrontos.
Na homilia, o religioso afirmou que o Evangelho não pode ser usado para justificar o ódio contra pessoas que pensam de forma diferente. Ele também defendeu a construção de pontes por meio do diálogo e da superação das diferenças, em referência a uma mensagem do papa Leão XIV.
“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E, aqui, escutando o papa Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante”, afirmou dom Mário Antônio da Silva.
O arcebispo disse ainda que os ensinamentos cristãos não autorizam a intolerância nem a violência. Para ele, a Igreja é formada por pessoas que enfrentam dificuldades e conflitos, mas seguem unidas pela fé.
Nossa Senhora Aparecida
Durante a celebração, dom Mário Antônio recordou a descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida por pescadores nas águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717. Ele relacionou a história da padroeira aos desafios atuais do país e pediu maior compromisso com o bem comum.
O religioso também destacou o significado da pequena imagem para milhões de brasileiros que recorrem à santa em momentos de dificuldade. “Aparecida nos recorda que a Igreja não é uma comunidade de perfeitos, é uma comunidade de peregrinos”, declarou.
A missa contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e da deputada federal Tabata Amaral (PSB).
A celebração faz parte da Festa da Padroeira, que reúne romeiros de diferentes regiões do país no Santuário Nacional de Aparecida.







