Um comentário feito em 24 de setembro de 2026 pela jornalista Maria Cristina Fernandes reacendeu o debate sobre a existência de um movimento evangélico que pressionaria pela retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Durante um programa de televisão, Fernandes afirmou que haveria um projeto de lei com esse objetivo. Após pressão de bolsonaristas, a emissora pediu desculpas e informou que a proposta havia sido arquivada em 2008. O projeto, no entanto, foi apresentado pelo deputado e pastor Victório Galli, que mais tarde foi nomeado assessor especial do governo de Jair Bolsonaro.
A discussão também foi relacionada à declaração de Flávio Bolsonaro de que pretende decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. O episódio trouxe de volta registros de ataques a imagens católicas e críticas de setores evangélicos ao culto mariano.
O atentado de 1978
Na noite de 16 de maio de 1978, Rogério Marcos de Oliveira, então com 19 anos, invadiu o espaço onde ficava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, quebrou o vidro de proteção e levou a estátua. Ao deixar o nicho, ele derrubou a imagem, que se fragmentou em mais de 200 pedaços.
A cabeça se desprendeu e se esfarelou no impacto. A restauração foi realizada por Maria Helena Chartuni, do Museu de Arte de São Paulo, e durou mais de dois meses. A imagem voltou ao santuário em agosto de 1978.
Outros episódios
Em 12 de outubro de 1995, o pastor Sérgio Von Helder chutou e socou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão. Ele foi condenado por discriminação religiosa e vilipêndio a objeto de culto.
Também houve ataques em 2012, 2014, 2016, 2017, 2021 e 2022. Os casos envolveram imagens em Águas Lindas de Goiás, Minas Gerais, Duque de Caxias, Botucatu, Santo Antônio da Platina e Praia Grande.
O texto também relembra manifestações de políticos de extrema-direita contra autoridades católicas e a visita de Jair Bolsonaro ao Santuário Nacional de Aparecida em 12 de outubro de 2022, durante a campanha eleitoral.









