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Jornalista ucraniana relata riscos e pressão durante cobertura da guerra
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Jornalista ucraniana relata riscos e pressão durante cobertura da guerra

Olga Rudenko disse que drones reduziram as áreas seguras para jornalistas e relatou pressão do governo de Zelensky sobre a imprensa.

A jornalista ucraniana Olga Rudenko afirmou que os drones mudaram a proteção de profissionais que cobrem a guerra da Ucrânia. Para ela, nenhuma área é totalmente segura para apurar, gravar ou fotografar, já que bombardeios também atingem a retaguarda.

Rudenko participou no domingo (6) da 10ª edição do Festival piauí de Jornalismo, realizado na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Ela contou que, mesmo durante folgas em casa, jornalistas podem acordar com bombas e sirenes e sair para registrar os estragos nas ruas.

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em 2022, o The Kyiv Independent ainda era uma redação pequena e recente. Parte da equipe deixou Kiev com as famílias. Rudenko, porém, decidiu permanecer perto da linha de frente.

Durante a conversa, a jornalista disse que os ucranianos se sentem abandonados pelo Ocidente. Ela também afirmou que a atuação do governo Trump provocou desencanto e declarou: “No fim das contas, estamos sozinhos.”

Pressão sobre a imprensa

Rudenko relatou que já enfrentou pressão de autoridades. Antes de trabalhar no The Kyiv Independent, ela estava no Kyiv Post, onde permaneceu até 2021. Segundo a jornalista, o governo de Zelensky pressionava o jornal para publicar notícias menos críticas e mais favoráveis às autoridades.

Ela afirmou que o governo ampliou os mecanismos de controle sobre o trabalho jornalístico. Entre as medidas citadas está a possibilidade de cancelar credenciais de repórteres e impedir a atuação deles na frente de batalha caso uma reportagem seja desfavorável à Ucrânia.

Apesar disso, Rudenko disse que a liberdade de imprensa no país é maior do que muitos colegas estrangeiros imaginam. Ao mesmo tempo, avaliou que essa liberdade está fragilizada.

Financiamento e cobertura internacional

O The Kyiv Independent é mantido principalmente por contribuições de leitores. A jornalista afirmou que a relação com o público é direta e que a equipe procura entender por que uma pessoa cancela a assinatura.

Na avaliação de Rudenko, o veículo atrai assinantes por cumprir duas funções: informar sobre a guerra e explicar a Ucrânia para leitores de outros países, com textos em inglês.

Ela também disse que ucranianos comuns e jornalistas estão cansados e querem retomar suas vidas. Para Rudenko, veículos europeus precisam mostrar ao público que a guerra não é um acontecimento distante.

Além dela, participaram do festival outros sete jornalistas de diferentes países. Entre os nomes estavam Dean Baquet, que comandou o The New York Times entre 2014 e 2022; Musikilu Mojeed, editor-chefe do Premium Times; e Jeffrey Goldberg, diretor de redação da The Atlantic.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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