SÃO PAULO — As conexões entre Flávio Bolsonaro, o Banco Master e o projeto Dark Horse foram ampliadas após o levantamento do sigilo de parte do inquérito sobre o financiamento do filme. Os apresentadores destacaram novos dados sobre a escolha de relator, o uso de um imóvel em São Paulo e mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro.
A defesa de Flávio Bolsonaro pediu quatro vezes que André Mendonça fosse o relator do caso Dark Horse, conforme relatado por Ana Clara Costa. O pedido ocorreu porque parte das apurações estava ligada ao caso Master, sob relatoria de Mendonça, enquanto outra investigação havia sido distribuída a Flávio Dino.
Mendonça não retirou inicialmente o sigilo de documentos relacionados ao filme. Depois, a medida passou a revelar mais informações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro, Vorcaro e o núcleo investigado. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou no parecer que “Há indícios consistentes da prática de condutas ilícitas narradas pela PF”.
Entre os pontos citados está uma mensagem apreendida no celular de Vorcaro sobre um pedido de reunião de Flávio e Eduardo Bolsonaro para tratar de Dark Horse. O encontro teria sido solicitado no mesmo dia em que Eduardo anunciou que iria morar nos Estados Unidos.
Outra frente envolve um imóvel usado por Flávio Bolsonaro durante a pré-campanha e a campanha em São Paulo. O imóvel havia pertencido a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e foi vendido a Willer Tomaz, advogado próximo de Flávio. Segundo os apresentadores, a negociação ocorreu por um valor R$ 2 milhões abaixo do preço pago por Zettel cerca de um ano antes. Flávio passou a utilizar o endereço pouco tempo depois da compra.
Os apresentadores também mencionaram uma investigação sobre a possibilidade de recursos de contratos públicos e emendas parlamentares terem sido direcionados ao financiamento de Dark Horse. Entre os contratos citados está o do programa WiFi Livre, em São Paulo, com a prefeitura de Ricardo Nunes.
Flávio Bolsonaro é formalmente investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ativa e passiva, conforme apresentado no programa. As suspeitas ainda dependem do avanço das investigações.







