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Falta de insumos e dívidas pressionam sistema de remédios no Irã
Brasil

Falta de insumos e dívidas pressionam sistema de remédios no Irã

Importações mais caras, fábricas danificadas e atrasos de seguradoras reduzem estoques enquanto medicamentos sobem de preço.

A cadeia de medicamentos do Irã enfrenta falta de insumos, estoques reduzidos e aumento de custos após o bloqueio naval dos Estados Unidos e o endurecimento das sanções contra o país. Embora a produção nacional cubra mais de 80% do consumo, a indústria depende de matérias-primas importadas.

Antes da guerra, a maior parte desses materiais chegava por navios. Com a interrupção do transporte, importadores passaram a usar aviões, uma alternativa mais cara. Novas sanções contra companhias aéreas iranianas também ameaçaram essa rota, após a suspensão de alguns voos internacionais.

As restrições americanas não atingem diretamente os medicamentos, mas dificultam pagamentos e embarques. Reza Majdzadeh, professor da Universidade de Essex, afirmou que bancos e empresas podem rejeitar transações legais por medo de punições ou de riscos regulatórios e de reputação.

Fábricas e farmácias sob pressão

Ataques aéreos danificaram mais de 40 fábricas farmacêuticas, incluindo unidades que produzem tratamentos contra câncer. O governo iraniano não informou quanto a produção caiu.

As farmácias também acumulam problemas financeiros. Mohammad Jamalian, do comitê de saúde do Parlamento iraniano, disse que seguradoras atrasaram em até nove meses os reembolsos de coberturas. A associação de farmácias calcula dívidas de cerca de US$ 270 milhões.

O contrabando para Afeganistão, Paquistão e Iraque reduz ainda mais a oferta disponível no mercado iraniano, já que os preços são maiores nesses países.

Reajustes e falta de tratamentos

O órgão público responsável por regular os preços informou que cerca de 2.000 tipos de medicamentos tiveram reajustes nos últimos seis meses, por causa da inflação e da variação cambial. Pomadas e comprimidos usados por pacientes em diálise registraram alta próxima de 350% em alguns casos. Analgésicos comuns também ficaram mais caros e, às vezes, difíceis de encontrar.

Em Teerã, funcionários de farmácias relataram que os preços de quase todos os produtos subiram. Alguns dobraram, quadruplicaram ou chegaram a aumentar seis vezes.

O governo afirma que tenta priorizar hospitais, mas uma funcionária de uma unidade pública relatou falta de medicamentos psiquiátricos especializados. Com isso, médicos passaram a recorrer com mais frequência à eletroconvulsoterapia.

A associação de farmacêuticos informou que cerca de 700 mil doses foram importadas da China e que outras 500 mil devem chegar. Uma dose estaria sendo vendida por cerca de 22 milhões de riais, quase o dobro do ano passado.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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