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Washington bloqueia entrada de autoridades e empresários de quatro países andinos
Brasil

Washington bloqueia entrada de autoridades e empresários de quatro países andinos

Medida anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA cita corrupção, narcotráfico e ações contra governos eleitos.

O governo dos Estados Unidos incluiu familiares de autoridades e empresários entre as pessoas que perderam o direito de viajar ao país. A decisão atinge representantes da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru e foi anunciada nesta segunda-feira (28) pelo Departamento de Estado americano.

A lista reúne juízes da Suprema Corte, integrantes de alto escalão da polícia, promotores e um empresário bolivianos. Também aparecem um empresário e uma senadora da Colômbia, dois equatorianos e um magistrado do primeiro juizado constitucional de Lima, capital peruana.

Acusações citadas

O comunicado associa os alvos a acusações de corrupção, relações com o narcotráfico ou conspiração contra os governos de seus países. Entre os sancionados está Roger Mariaca, procurador-geral da Bolívia, eleito para um mandato de seis anos em 2024.

Documentos citados pelo Departamento de Estado acusam Mariaca de abuso de poder, recebimento de subornos para facilitar o narcotráfico e ajuda para que criminosos violentos escapassem da Justiça. O governo americano também afirmou que as ações dele prejudicam o combate ao narcoterrorismo e instituições democráticas bolivianas.

O Departamento de Estado declarou que a política passou a restringir vistos de estrangeiros e de seus familiares imediatos que, na avaliação americana, enfraquecem governos eleitos por meio de corrupção ou atividades ligadas ao narcotráfico. “Funcionários estrangeiros corruptos não podem mais entrar livremente nos Estados Unidos”, afirmou o comunicado.

Aliança regional

A revogação dos vistos foi apresentada como parte dos compromissos do Escudo das Américas, aliança criada por iniciativa do presidente Donald Trump em março deste ano. O grupo reúne quinze países da região. Na semana passada, seus líderes se encontraram à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas e reafirmaram a disposição de tomar ações coletivas.

A Bolívia passou por semanas de protestos que paralisaram grande parte do país. Em 20 de junho, o presidente declarou estado de emergência, que continua em vigor.

Na Colômbia, Abelardo de la Espriella foi eleito presidente após uma disputa marcada por acusações da oposição de esquerda contra a campanha. O Equador mantém uma guerra contra o crime organizado com apoio das forças militares dos Estados Unidos. O Peru também elegeu recentemente um presidente conservador, depois de uma campanha acirrada e tensa.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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