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El Niño: ONU arrecada US$ 40 milhões para plano em 22 países
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El Niño: ONU arrecada US$ 40 milhões para plano em 22 países

PMA e FAO pediram 202 milhões de dólares para apoiar nove milhões de pessoas diante de possíveis secas e inundações.

Projeções científicas estimam que o atual episódio de El Niño pode provocar 451.000 mortes adicionais no mundo até fevereiro, com a elevação das temperaturas. O período de maior intensidade do fenômeno é esperado entre outubro e dezembro.

As organizações humanitárias receberam cerca de 40 milhões de dólares, apenas um quinto dos 202 milhões de dólares solicitados para ações preventivas em 22 países. O valor arrecadado equivale a R$ 208 milhões, enquanto o pedido total corresponde a R$ 1,05 bilhão. A conversão considera a cotação de venda do Banco Central disponível para 24 de setembro.

Recursos para nove milhões de pessoas

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) fizeram o pedido para apoiar cerca de nove milhões de pessoas. Rein Paulsen, diretor de Emergências e Resiliência da FAO, afirmou que a falta de dinheiro reduz a capacidade de antecipar os impactos previstos.

"Temos alertas antecipados. Sabemos o que é necessário (...), mas o financiamento representa um verdadeiro desafio", disse Paulsen.

A previsão é de secas e inundações com efeitos mais fortes em países que já enfrentam graves problemas de insegurança alimentar. Mais da metade dos 22 países classificados como de maior risco fica na África. Os demais estão na Ásia-Pacífico, na América Latina e no Caribe.

Paulsen também considerou preocupante que o financiamento necessário seja relativamente modesto diante dos padrões internacionais. O El Niño tende a ampliar os efeitos das mudanças climáticas associadas às atividades humanas.

Em agosto, o Conselho Norueguês para Refugiados informou que seis milhões de pessoas na Somália enfrentavam níveis críticos de fome. Mais de 700 mil foram deslocadas no país naquele ano, sendo 500 mil por causa da seca.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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