O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou nesta terça-feira (8) um decreto que flexibiliza o porte de armas legais em locais públicos. A medida suspende uma exigência criada em 2015 para cidadãos que já possuem armamento autorizado.
De la Espriella chegou ao poder há um mês com a promessa de combater guerrilheiros e outros grupos armados que atuam em grandes áreas do país. Durante a campanha, ele defendeu o porte de armas em uma nação marcada por seis décadas de conflito armado.
O presidente afirmou, em vídeo publicado no X, que “não é justo que os bandidos estejam armados até os dentes e que as pessoas inocentes não possam se defender”. Segundo ele, o decreto não muda as exigências para a compra de armas. Os interessados ainda precisam cumprir “condições físicas, psíquicas e emocionais”.
O conflito colombiano deixou dez milhões de vítimas, entre elas pelo menos um milhão de assassinados. Apesar do monopólio estatal da força, existe um mercado ilegal de fuzis, pistolas e munições.
Operações contra grupos armados
O governo mantém um plano com bombardeios e operações em terra contra grupos considerados terroristas pelos Estados Unidos. De la Espriella também é criticado por vídeos em que aparece caminhando entre cadáveres cobertos por lençóis brancos de integrantes mortos pela força pública.
O presidente tem apoio de Washington. Nesta terça-feira, ele recebe o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em visita oficial.









