Claudia Macero voltou à Venezuela no domingo (27) e defendeu que o país seja recuperado pela oposição. Responsável pela comunicação do partido Vente, ela desembarcou no aeroporto de Maiquetía, na região de Caracas, onde encontrou centenas de seguidores.
“Hoje volto à Venezuela para dar confiança a mim e para dar confiança a outros de que é necessário voltar”, afirmou Claudia à imprensa. Ela também disse que precisa se atualizar com os advogados para saber os próximos passos.
Pressão pelo retorno da líder opositora
A chegada de Macero ocorre enquanto apoiadores de María Corina Machado pressionam pelo retorno da principal líder opositora. No sábado, durante um fórum virtual sobre democracia, María Corina afirmou que deve voltar “muito em breve” ao país.
A dirigente deixou a clandestinidade em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega. Depois de uma breve passagem pelos Estados Unidos, seguiu para a Cidade do Panamá. Ela tentou retornar à Venezuela em sete oportunidades após a captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro.
Macero afirmou esperar que a próxima tentativa de retorno de María Corina seja definitiva. Segundo ela, a opositora tem o direito de estar na Venezuela e não deveria ser impedida de voltar.
Exílio e retorno
Claudia Macero, 34 anos, fazia parte de um grupo de seis colaboradores de María Corina Machado que se refugiaram na embaixada da Argentina em Caracas em março de 2024. Eles permaneceram por mais de um ano na representação diplomática, durante um período de repressão anterior às eleições presidenciais de 2024.
Os opositores tinham ordem de detenção da Procuradoria, que os acusava de tentar gerar desestabilização e incentivar uma insurreição de uma ala militar. Em maio de 2025, deixaram a sede diplomática e chegaram aos Estados Unidos após uma operação conduzida por Washington, sem detalhes divulgados.
Macero deixou a embaixada antes dos demais integrantes do grupo. Na área de imigração do aeroporto, disse que não foi questionada. Vários dirigentes do partido que estavam no exílio retornaram nas últimas semanas.
Durante o domingo, apoiadores de María Corina se mobilizaram em várias regiões da Venezuela por um retorno seguro da líder. Caravanas reuniram centenas de pessoas em diferentes estados. O partido também denunciou a prisão do dirigente regional Fernando Torrealba pela Guarda Nacional, no estado de Zulia.









