A líder opositora venezuelana María Corina Machado chegou a tentar deixar o Panamá por diferentes rotas, mas não conseguiu retornar à Venezuela na terça-feira (22). A informação foi confirmada por uma fonte de sua equipe, que não identificou os responsáveis pelo bloqueio.
Uma das opções era uma viagem pelo mar. Segundo a jornalista Idania Chirinos, o passaporte de Machado já havia recebido o carimbo das autoridades migratórias, mas a saída foi cancelada por supostos problemas mecânicos na embarcação.
No mesmo dia, a opositora tentou embarcar em voos com destino a Aruba e Curaçao no aeroporto Marcos A. Gelabert. Nenhuma das aeronaves recebeu autorização para decolar, conforme relatado pelo jornalista David Alandete. Ele afirmou que essa foi a sétima tentativa frustrada de retorno de Machado.
“Sim, ela tentou voltar, mas foi frustrada”, disse uma fonte da equipe da líder opositora. A mesma fonte confirmou as informações divulgadas por Chirinos e Alandete sobre a viagem.
Machado deixou a clandestinidade na Venezuela em dezembro do ano passado. Depois, viajou de forma sigilosa à Noruega para receber o Prêmio Nobel da Paz, passou brevemente pelos Estados Unidos e seguiu para a Cidade do Panamá. Desde então, tenta retornar ao país.
O anúncio ocorreu no dia em que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York.
Nesta semana, a Venezuela organiza a segunda rodada de negociações entre parte da oposição e o governo interino. O diálogo trata de uma transição e de eleições, com a liberdade do exercício político entre os temas. Machado não participa das conversas, mas afirmou que não iria impedi-las e que esperava resultados concretos.
Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina após a derrubada de Nicolás Maduro, em janeiro, durante uma operação militar dos Estados Unidos.









