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Mensagens e contratos colocam STF no centro da disputa eleitoral
Brasil

Mensagens e contratos colocam STF no centro da disputa eleitoral

Relatos sobre o caso Master envolvem Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e contratos ligados à família Bolsonaro.

Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes ampliaram a crise em torno do caso Master e levaram o episódio ao centro do debate eleitoral. O conteúdo foi incluído em um relatório da Polícia Federal após o levantamento do sigilo.

De acordo com a transcrição do programa, as conversas mostram Vorcaro buscando orientações jurídicas de Moraes e pedindo que ele conversasse com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em uma mensagem de 30 de outubro de 2025, o banqueiro citou os dois integrantes das instituições. Em 15 de novembro, perguntou ao ministro se já deveria estar fora do país. Vorcaro foi preso dois dias depois.

O material também menciona um contrato de mais de 130 milhões de reais entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes. Celso Rocha de Barros afirmou que outro documento, ainda sem assinatura, previa 50 milhões de reais em pagamentos adicionais, relacionados a um avião, um helicóptero e despesas com as aeronaves. A existência desse segundo acordo ainda não foi confirmada.

Conflito no Supremo

A Procuradoria-Geral da República pediu a anulação do material e o arquivamento da investigação, sob o argumento de que André Mendonça não poderia investigar, relatar e julgar o caso sem consultar o plenário do Supremo Tribunal Federal. Depois, Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que avaliasse a conduta de Mendonça durante as investigações do caso Master e do caso Lulinha.

O despacho de Moraes foi baseado em um relatório preliminar da PF, descrito na transcrição como um documento sem valor probatório e ainda não assinado por delegado. Fachin determinou que Moraes, Mendonça, a PF e a PGR se manifestem nos autos nos próximos cinco dias.

Efeito eleitoral

Uma pesquisa Quaest citada no programa mostrou Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno: 42 a 41. No levantamento anterior, Lula tinha vantagem de três pontos. A pesquisa foi realizada antes das novas revelações sobre Moraes.

Também foi citado o crescimento de Augusto Cury, do Avante, que chegou a 10%. Os participantes avaliaram que o caso pode influenciar a disputa, embora tenham ressaltado que ainda não é possível prever os desdobramentos políticos.

A transcrição ainda relata que Flávio Bolsonaro recebeu mais recursos de Vorcaro do que havia admitido para o filme Dark Horse. Um pagamento de 1 milhão seiscentos e sessenta e seis mil e sessenta e sete dólares teria sido registrado oito dias após um áudio em que Flávio cobrava a continuidade dos repasses. Ao todo, foram identificadas sete parcelas de um total de 14, somando mais de 12,3 milhões de dólares, conforme os dados apresentados no programa.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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