A Academia Goncourt retirou Thélyson Orélien da lista de candidatos deste ano após a repercussão de acusações de uso de inteligência artificial e plágio. A instituição concede um dos prêmios literários mais prestigiosos da França.
Nesta quarta-feira (14), a editora Boréal informou que o romance “C'était ça ou mourir” continuará à venda nas livrarias. A obra, que se tornou um best-seller no meio literário francês, já passou de 65 mil exemplares vendidos.
O escritor, de nacionalidade canadense e haitiana, nega ter usado IA para produzir o livro. Ele reconheceu, porém, ter reproduzido textos de autores renomados e admitiu ter “cometido erros inaceitáveis”. Também houve denúncias de que trechos publicados no Canadá há mais de uma década aparecem na obra.
A controvérsia começou depois que uma conta anônima no X afirmou que o romance teria sido escrito “quase integralmente” com inteligência artificial. Orélien está no centro da discussão há semanas.
Em comunicado, a Boréal afirmou que não considera o escritor um “bode expiatório” das preocupações provocadas pela tecnologia. A editora disse que os leitores devem formar a própria opinião sobre o romance e declarou apoio ao autor diante de ataques pessoais.
“O editor não deve exigir provas (dos autores), e sim estar do lado deles, e é isso que fazemos”, afirmou a editora. A discussão também levantou questionamentos sobre os efeitos da inteligência artificial no setor editorial francês.









