A visita do papa Leão XIV à França terá como um dos principais focos os efeitos da inteligência artificial. Depois de chegar ao país nesta sexta-feira (25), o pontífice seguirá para a Unesco, onde falará sobre o tema diante da preocupação crescente com a tecnologia.
Antes disso, Leão XIV será recebido no Palácio do Eliseu por Emmanuel Macron. No local, o papa fará seu primeiro discurso em território francês como líder espiritual dos católicos. O presidente francês também deve entregar a ele uma reprodução parcial de vitrais da Catedral de Notre-Dame e um fragmento de DNA sintético com uma cópia única do Evangelho.
A chegada ocorreu pouco antes das 8h00 GMT, ou 05h00 no horário de Brasília. O avião pousou nos arredores de Paris, e sinos de igrejas tocaram por sete minutos. Macron e a esposa, Brigitte, receberam o pontífice com honras militares. Leão XIV ainda cumprimentou e abençoou crianças e jovens no aeroporto.
“Viajo para a França, como para outros lugares do mundo, como discípulo de Jesus Cristo, desejando proclamar a paz, a paz de Cristo, em todo o mundo”, declarou o papa durante o voo.
Agenda em Paris
A primeira aparição pública será em um percurso de 2,5 quilômetros no papamóvel, entre o centro de Paris e Notre-Dame. Na catedral, o pontífice conduzirá uma oração com líderes religiosos. Será sua primeira visita ao local desde a reconstrução após o incêndio de 2019.
À noite, Leão XIV participará de uma vigília com jovens no Stade de France. São esperadas 80 mil pessoas entre 17 e 35 anos, além de apresentações de música pop e conversas com o papa.
A programação também inclui debates sobre eutanásia, abusos sexuais dentro da Igreja, acolhimento de migrantes, paz na Europa e espiritualidade católica. Questionado sobre o aumento dos batismos na França, o pontífice celebrou a “sede espiritual”.
A viagem passa por Paris, Lourdes e Metz, mobiliza 15 mil policiais e gendarmes e tem custo de 27 milhões de euros, aproximadamente 159 milhões de reais. A visita é a primeira de um líder do Vaticano a Paris desde Bento XVI, em setembro de 2008.









