Em 2022, Ardi Rizal tinha 14 anos, frequentava a escola primária e seguia uma dieta baseada em peixes e verduras. A rotina fazia parte da tentativa de alcançar um peso considerado adequado, depois de uma infância marcada pela dependência de nicotina e por problemas alimentares.
Ardi ficou conhecido internacionalmente em 2010, quando um vídeo o mostrou fumando enquanto caminhava de fraldas. Na época, ele tinha cerca de um ano e meio. Aos 2 anos, chegava a consumir cerca de 40 cigarros por dia.
O menino morava em Teluk Kemang, no sul de Sumatra, na Indonésia. A mãe, Diana, vendia peixes. Ainda pequeno, ele passou a recolher cigarros em uma praça após observar outras pessoas fumando. Um relato publicado em 2017 informou que o primeiro cigarro havia sido dado pelo pai.
Reabilitação e mudança de hábito
A família tentou interromper o consumo, mas enfrentou reações intensas. Quando ficava sem fumar, Ardi tinha acessos de raiva e batia a cabeça. O caso levou à intervenção do Ministério do Empoderamento da Mulher e da Proteção Infantil da Indonésia.
Três anos após a repercussão do vídeo, o psicólogo infantil Seto Mulyadi conduziu o início da reabilitação. A retirada do tabaco provocou ansiedade, que passou a ser compensada pela comida.
Aos cinco anos, Ardi pesava 24 quilos, cerca de seis quilos acima do peso médio indicado para uma criança com sua altura e idade. Em uma refeição, podia comer três coxas de frango, duas tigelas de sopa de almôndegas e uma lata de leite condensado.
O comportamento continuou até sua entrada na escola. Depois, ele reduziu as porções após sofrer provocações dos colegas por causa da quantidade de comida levada na lancheira.
Vida após o caso
Em 2019, Ardi foi ao Brasil e apareceu em um programa na TV Record. Mais de 15 anos após a repercussão de sua história, passou a dar entrevistas sobre a própria experiência, alertando para a dificuldade de abandonar vícios e defendendo hábitos saudáveis.
A Organização Mundial da Saúde afirma que o tabagismo provoca mais de oito milhões de mortes por ano. Cerca de 1,2 milhão dessas mortes correspondem a pessoas expostas à fumaça de terceiros.









