A Sega passou a observar um crescimento no número de fãs que acompanham suas franquias sem nunca terem jogado os títulos. Para Shuji Utsumi, presidente e diretor de operações da empresa, esse público também é considerado formado por fãs e jogadores.
Em entrevista concedida em 7 de setembro à Nikkei Gaming, Utsumi falou sobre a estratégia de transmídia da Sega. A empresa leva propriedades como Sonic, Persona e Yakuza para diferentes formatos, incluindo cinema e televisão, com o objetivo de ampliar os pontos de contato com o público.
A editora-chefe da Nikkei Gaming, Aya Hirano, perguntou sobre o aumento de pessoas que gostam de uma propriedade intelectual sem ter jogado o game. Utsumi confirmou que a Sega percebe esse movimento em todos os seus títulos nos últimos anos.
Público de Yakuza
O executivo citou o desempenho dos produtos oficiais de Yakuza. Entre 60% a 70% dos compradores são mulheres, segundo ele. Muitas passaram a acompanhar o universo, a história e os personagens depois de assistir ao canal da franquia no YouTube e a transmissões de YouTubers populares. Utsumi afirmou que parte desse público nunca jogou os títulos.
A Sega não classifica essas pessoas como falsas fãs. Para a empresa, a transmídia cria novas portas de entrada para as franquias e pode gerar um envolvimento maior do que o de pessoas que jogam os games.
Utsumi também relacionou o crescimento do público feminino a mudanças nos produtos licenciados. Ele citou a experiência na Cybird, desenvolvedora conhecida por jogos de romance otome, onde trabalhou com itens voltados a mulheres.
Além de produtos colecionáveis, como crachás e suportes de acrílico, a empresa passou a produzir roupas, cosméticos, itens limitados e produtos comemorativos feitos em parceria com parques de diversões. Para Utsumi, essa experiência ajudou a ampliar sua visão sobre a estratégia transmídia aplicada na Sega.
A empresa também levou Sonic ao cinema em três filmes live-action e prepara um quarto longa. Outra iniciativa citada é uma futura série de Persona em produção pela Netflix. Para Utsumi, a participação do público não depende necessariamente de ele ter usado um controle para jogar.








