Resident Evil Requiem foi planejado inicialmente como um jogo online, mas a Capcom abandonou essa direção durante o desenvolvimento. A informação foi revelada pelo produtor Masachika Kawata no Biohazard 30th Special Mook, livro de 124 páginas sobre a série.
Segundo Kawata, o diretor Koshi Nakanishi começou o projeto com uma proposta online. Uma pesquisa realizada no meio do desenvolvimento, porém, teve resultados desfavoráveis. A equipe decidiu então retomar o foco no terror e deixou de lado o formato conectado.
Leon ficou em segredo
Kawata também contou que Leon foi o primeiro protagonista escolhido para o jogo. A equipe concluiu, no entanto, que a facilidade do personagem em combater zumbis aproximaria demais a experiência do lado de ação e reduziria o efeito de terror.
“Leon foi também o primeiro personagem confirmado para aparecer como protagonista”, disse Kawata. Depois disso, Grace foi criada e incluída como uma nova personagem.
A participação de Leon foi mantida em segredo até perto do lançamento. De acordo com o produtor, a estratégia permitiu preservar o interesse pelo jogo enquanto a equipe trabalhava no equilíbrio entre terror e ação.
Pressão por multiplayer
A decisão de abandonar o modo online também se relaciona a uma pressão que já havia aparecido em projetos anteriores da Capcom. Jun Takeuchi, produtor da franquia, afirmou em 2022 que a empresa cobrava recursos como multiplayer online, conteúdo para download, jogos com serviço contínuo e microtransações durante a fase conceitual de Resident Evil 7.
A ideia de multiplayer foi descartada rapidamente porque a equipe não tinha uma proposta considerada boa para um jogo de terror desse tipo. Os requisitos foram eliminados um a um, até que o projeto seguiu como um jogo comum de terror para um jogador.
O relato de Kawata indica que Resident Evil Requiem também passou por mudanças importantes antes de chegar à proposta centrada no terror, incluindo a escolha de Grace e a manutenção de Leon em sigilo.








