A Nintendo mostrou cerca de 20 minutos do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Switch 2 durante a apresentação dos 40 anos da franquia. Eiji Aonuma disse que o projeto mantém grande parte da estrutura do clássico do N64, mas foi recriado com controles modernos e atenção aos detalhes.
A demonstração revelou mudanças no visual, na movimentação, na interface e em áreas conhecidas de Hyrule. A Floresta Kokiri ganhou caminhos de pedra, escadarias de madeira, grama ao vento e iluminação filtrada pelas árvores. Link também recebeu novo design, com túnica em camadas, bordados, adornos e uma pena no cabelo.
Controles e interface renovados
O remake terá câmera livre ao redor de Link e um botão dedicado para pular, mapeado para X. O personagem também poderá acelerar depois de uma cambalhota, saltar enquanto escala vinhas e nadar com um pequeno impulso de velocidade.
A tela de equipamentos apresenta atalhos remapeáveis nos botões direcionais. A Ocarina e Navi aparecem vinculadas aos direcionais esquerdo e direito, enquanto os outros espaços poderão receber equipamentos obtidos durante a aventura. O inventário foi redesenhado e o menu rápido aparece em uma linha horizontal.
A carteira de Link exibe capacidade para 200 rúpias, acima do limite de 99 da versão de N64. A mudança, porém, ainda não foi confirmada oficialmente. O medidor de nado passou a ser uma barra vertical ao lado do personagem, dividida em três segmentos.
A mira por giroscópio poderá ser usada em terceira pessoa. Link também continuará segurando itens nas mãos ao caminhar. As Botas de Ferro poderão ser retiradas sem abrir o menu de equipamentos.
Masmorras e cidades
A Grande Árvore Deku mantém uma estrutura semelhante à original, mas traz alterações em salas e mecanismos. Uma plataforma flutuante foi substituída por uma ponte de madeira que se desfaz quando Link pisa nela. Em outro trecho, uma escada passou a estar presa a um mecanismo de pedra acionado por interruptores.
As portas agora mostram Link fazendo força para abri-las. As animações de combate também foram refeitas. No Templo da Água, as luzes que ajudavam a localizar os controles do nível da água na versão de 3DS aparecem novamente.
Castle Town ganhou câmera posicionada atrás de Link, becos mais detalhados e um sistema de passagem contínua do tempo. As lojas poderão fechar e os moradores poderão se recolher durante a noite. Um novo monumento também aparece no Campo de Hyrule, cuja topografia foi parcialmente alterada.
A Vila Kakariko teve pequenos ajustes, incluindo tábuas mais largas em uma casa em construção. As lojas de diferentes regiões receberam placas mais visíveis, com imagens de escudos, rúpias e outros itens.
Música, história e recursos extras
Os diálogos terão mais conteúdo, e as cinemáticas contarão com atuação de voz. Balões mostrarão conversas dos habitantes de Hyrule pelas cidades. Saria, Ruto, Ganondorf e Zelda aparecem no trailer apresentado pela Nintendo.
A ocarina usará os botões ABXY, L e R do Switch 2. O jogo também terá a mecânica Linhas do Tempo, apresentada como uma opção para ajudar jogadores que não souberem qual caminho seguir.
O remake terá integração com Zelda Notes, permitindo buscar locais em Hyrule a partir de capturas de tela, responder a um quiz e tocar uma ocarina digital. A trilha sonora foi reimaginada com composição orquestral, em vez das melodias MIDI do N64.
O suporte a Amiibo incluirá novas figuras de Link e Zelda crianças previstas para o ano que vem. O escaneamento liberará máscaras inspiradas nos modelos de N64.
A Nintendo também anunciou uma edição especial do Switch 2, com Joy-Con 2 temáticos, base dourada com a Triforce, controle Pro e estojo de transporte. O console será lançado em 29 de outubro, antes da chegada de Ocarina of Time em 5 de novembro.
Outra novidade é a possibilidade de cantarolar ou tocar as músicas aprendidas por Link usando o microfone do Switch 2. Aonuma afirmou que o jogo reconhecerá o som.








