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Modelo japonês reduz impacto dos cortes na indústria de games
Tecnologia

Modelo japonês reduz impacto dos cortes na indústria de games

Equipes compactas, salários executivos menores e menos aposta em live service ajudam a explicar a diferença em relação ao Ocidente.

A indústria japonesa de games teve uma participação menor na onda global de demissões que atingiu o setor nos últimos anos. Dados reunidos pelo analista Amir Satvat indicam que 96% das empresas que reduziram suas equipes ficam na Europa ou nos Estados Unidos.

Satvat acompanha os cortes desde 2022, por meio do ASGC Games Industry Layoff Tracker. Em entrevista à revista Edge, ele afirmou que fatores culturais dificultam demissões em massa no Japão. As desenvolvedoras também costumam proteger suas equipes centrais. Quando precisam reduzir custos, os cortes geralmente atingem contratos com estúdios terceirizados de fora do país.

Equipes menores e menos risco

Outro ponto citado pelo analista é o tamanho das equipes. Enquanto produções ocidentais de grande orçamento podem exigir mais de 500 pessoas, estúdios japoneses costumam trabalhar com grupos mais compactos.

Satvat também relacionou a resistência do Japão ao modelo live service, que pode oferecer grandes recompensas, mas envolve riscos existenciais para as empresas. Para ele, projetos concentrados em assuntos específicos são uma alternativa mais sustentável do que seguir tendências e modas do mercado.

A diferença aparece ainda na remuneração dos executivos. “Eles ainda ganham muito bem, mas são dois ou três milhões de dólares, não 30 milhões”, disse Satvat.

Diferença nos números

O comentário foi feito em referência a Andrew Wilson, chefe da Electronic Arts. Ele recebeu mais de US$ 38,6 milhões em compensação em 2025, mesmo com demissões de desenvolvedores de Battlefield 6 pouco depois da estreia do jogo.

No total, Satvat contabilizou 57.628 demissões em estúdios de desenvolvimento de games entre 2022 e 2026. Os estúdios japoneses também passaram por cortes, mas aparecem em proporção menor no levantamento.

Na avaliação do analista, não existe uma solução única para o problema. Ele aponta como exemplos o uso de times pequenos, salários executivos menos exagerados e projetos que não dependem de tendências para buscar um modelo mais sustentável para o segmento Triplo A.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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