A Hasbro transformou em campanha comercial o pedido de desculpas pela morte de Optimus Prime, personagem eliminado no filme de Transformers de 1986. A iniciativa reúne eventos, brinquedos, vinis, quadrinhos e produtos promocionais ao longo de doze meses.
O momento principal está marcado para 17 de setembro, quando The Transformers: The Movie retorna aos cinemas em versão restaurada em 4K. A data lembra a estreia da série animada, que foi ao ar em 17 de setembro de 1984.
De brinquedos japoneses a ícone
A franquia nasceu depois que a Hasbro comprou, no Ocidente, os direitos de duas linhas japonesas da Takara: Diaclone e Micro Change. Os produtos foram apresentados na Feira de Brinquedos de Tóquio de 1983. Enquanto uma linha trazia veículos que viravam robôs, a outra transformava objetos do cotidiano, como fita cassete, pistola e lupa.
A empresa uniu os conceitos, retirou os pilotos e criou robôs com personalidade, rivalidades e facções. A Marvel ajudou a definir a mitologia dos Autobots e Decepticons. O nome Optimus Prime surgiu no trabalho de Dennis O’Neil, enquanto Bob Budiansky escreveu as biografias dos personagens.
A série estreou com uma minissérie de três episódios produzida pela Sunbow e pela Marvel Productions, com animação da Toei no Japão. A produção teve quatro temporadas e 98 episódios, até novembro de 1987.
A morte que abalou os fãs
A decisão de matar Optimus Prime foi tomada para abrir espaço para uma nova linha de brinquedos. Flint Dille explicou que a equipe não entendia o personagem como um ícone infantil. O roteirista Ron Friedman se opôs à ideia, comparando Optimus ao pai da família Transformers.
A reação foi imediata: crianças choraram nas sessões, pessoas deixaram os cinemas e pais enviaram cartas. O filme custou seis milhões de dólares e arrecadou menos nos Estados Unidos. Em fevereiro de 1987, Optimus foi ressuscitado na série. Em 1988, voltou às prateleiras com um brinquedo Powermaster.
A campanha ganhou outro peso após a morte de Peter Cullen, voz original de Optimus Prime desde 1984. A família pediu que ele fosse lembrado por servir à comunidade e tratar os outros com integridade e lealdade. A Hasbro agora precisa decidir como conduzir uma campanha que deixou de ser apenas uma ação de marketing sobre um luto fictício.








