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Decreto regulamenta incentivos e crédito para estúdios de games no Brasil
Tecnologia

Decreto regulamenta incentivos e crédito para estúdios de games no Brasil

Medida permite acesso a leis de incentivo, reduz juros previstos para empréstimos e cria catálogo público de jogos nacionais.

O governo federal regulamentou nesta quarta-feira (14) o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos, previsto na Lei 14.852, de 2024. O decreto, chamado Desenvolve Gamers Brasil, foi assinado no Palácio do Planalto e passa a valer após a publicação no Diário Oficial.

A medida permite que estúdios tenham acesso à Lei Rouanet e à Lei do Audiovisual, além de criar o Game Brasil, um catálogo público de jogos nacionais. O texto também prevê crédito com condições mais acessíveis, mas parte das mudanças ainda depende de decisões posteriores.

Como funciona o financiamento

O Fundo Setorial do Audiovisual, administrado pela Ancine, poderá reduzir o valor mínimo de empréstimo de R$ 500 mil para R$ 150 mil. A proposta também prevê queda dos juros de TR mais 2% para TR mais 0,5% ao ano. As alterações ainda dependem do comitê gestor do fundo.

O dinheiro do fundo é alimentado pela Condecine, paga por empresas de TV por assinatura, operadoras de telecomunicações e distribuidoras de filmes. Nesse caso, os recursos são emprestados, não doados.

A Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual funcionam por renúncia fiscal. Empresas que patrocinarem projetos aprovados poderão descontar o valor do Imposto de Renda devido, dentro dos limites previstos. O estúdio recebe o valor do patrocinador, e não diretamente do governo.

O Rouanet Games oferecerá cursos e oficinas para preparar projetos e buscar patrocínio com empresas públicas, como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa. Já o programa Talentos usará recursos da Lei de TICs, que concede desconto de imposto a fabricantes de eletrônicos em troca de investimentos obrigatórios em pesquisa.

Uma parcela dessa contrapartida, estimada em R$ 100 milhões, poderá ser destinada a cinco centros de capacitação em inteligência artificial, computação gráfica e realidade virtual. A proposta ainda depende de aprovação e regulamentação.

Formação e proteção dos jogadores

O MEC vai criar cursos de graduação em jogos em cinco universidades federais, com 230 vagas. A Escola Solano Trindade, do MinC, lançará seis cursos em 2027, incluindo Desenvolvedor de Jogos Digitais.

O MCTI também promete uma campanha sobre a Lei do Bem, que permite deduzir gastos com pesquisa do Imposto de Renda e da CSLL. O decreto prevê ainda simplificação da importação de ferramentas como devkits e softwares de criação.

Para os jogadores, estão previstas ações de prevenção ao transtorno por uso de jogos, acessibilidade e proteção de crianças conforme o ECA Digital. O texto também cita parâmetros do Ministério da Saúde para jogos terapêuticos.

A Lei 14.852 reconhece sete profissões do setor, determina a criação de um código CNAE próprio para estúdios e prevê tratamento especial para empresas com receita de até R$ 16 milhões por ano. Em pesquisa da Abragames com a ApexBrasil, 60% de 297 estúdios disseram nunca ter usado financiamento público.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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