Um investidor de risco afirmou que cartas de Pokémon poderiam funcionar como moeda caso a economia mundial entrasse em colapso após uma catástrofe global. Pete Levin, fundador da Griffin Gaming Partners, vê o alcance internacional da franquia como um dos motivos para essa possibilidade.
Levin disse administrar mais de US$ 1,6 bilhão em ativos ligados a jogos e possuir cerca de 500.000 cartas colecionáveis. Para ele, o mercado de Pokémon já tem alcance suficiente para manter algum valor mesmo em um cenário de destruição em larga escala.
"Pokémon é um fenômeno global", disse Levin. Ele também afirmou que, depois de um apocalipse, as cartas poderiam se tornar a moeda usada em diferentes países.
Mercado e certificação
O investidor citou a valorização dos cartões como outro argumento. Segundo Levin, as cartas de Pokémon estão superando o S&P 500 em 3.000%. Ele afirmou que os produtos, originários do Japão, ganharam força no mundo todo no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Depois de um período de alta e de uma queda, o mercado teria retomado uma trajetória de crescimento acelerado.
Levin também destacou o trabalho de empresas como a PSA, que padronizam as classificações de qualidade e fornecem comprovantes de autenticidade. Com isso, os cartões passam a ter um valor quantificável, embora o preço continue sendo definido pelo mercado.
Outro fator citado foi o consumo de produtos infantis por adultos, fenômeno conhecido como “kidult”. Adultos já representam cerca de 30% das vendas globais de brinquedos, participação que, segundo Levin, vem crescendo.
"Temos uma geração que chegou à vida adulta sentindo nostalgia desses brinquedos, desses videogames clássicos, dessas cartas colecionáveis e histórias em quadrinhos, e que agora dispõe de renda disponível", afirmou.
Para Levin, essa combinação de nostalgia, renda e certificação ajudou a impulsionar o mercado internacional de cartas colecionáveis. Em um cenário pós-apocalíptico, a ideia seria trocar itens como Charizards e Pikachus por produtos do dia a dia.








