A fabricação de notebooks na China pode superar 80% do mercado em 2027, enquanto a alta dos custos de memória ameaça o desempenho das vendas. A mudança ocorre com empresas buscando locais mais baratos para montar os aparelhos, em meio a tensões geopolíticas e disputa tarifária.
A TrendForce afirma que CPU, DRAM e SSD já correspondem a 68% do preço final de um notebook comum de US$ 900. Para 2027, a empresa projeta uma queda de “dígito único baixo” nas vendas. Se os preços de memória e processadores continuarem altos ou subirem, o recuo pode chegar a um “dígito único elevado”.
Pressão sobre fabricantes
A pesquisa aponta que as marcas terão de decidir como lidar com o aumento dos custos. Repassar a alta às lojas pode enfraquecer a demanda, enquanto absorver a diferença reduz as margens de lucro. Outra possibilidade é diminuir a capacidade de memória e outras especificações, o que pode afetar a competitividade dos produtos.
A TrendForce conclui que as empresas não devem manter os preços atuais e prevê novos aumentos em 2027.
China ganha espaço na produção
Além de oferecer custos menores para vários componentes, a China mantém estoques de memória. Esse cenário ajudou a fabricante CXMT a crescer, e outras companhias passaram a recorrer ao país com mais frequência. Com isso, a participação chinesa na fabricação de notebooks pode passar de 80% em 2027.
Há previsões de melhora no fornecimento de CPUs, mas as perspectivas para as memórias continuam negativas. Analistas não esperam que a demanda por inteligência artificial diminua nos próximos anos. A avaliação é que o acesso a DRAM e NAND para produtos domésticos seguirá muito limitado.








