REINO UNIDO — Uma mulher recebeu 30 mil libras esterlinas, cerca de R$ 200 mil, depois de convencer um homem de que ele era pai de dois filhos que nunca nasceram. A fraude foi revelada durante um processo no Tribunal Superior.
John, nome fictício usado nos autos, acreditava ter acompanhado a gravidez do primeiro bebê. Como estava detido, ele não viu o parto nem conheceu a criança. Jane, nome usado para identificar a mulher, enviou fotos e imagens de ultrassom para sustentar a história.
Quando John saiu da prisão e retomou o relacionamento, recebeu a informação de que o bebê estava com familiares e que, por supostas orientações de assistentes sociais, não poderia visitá-lo. Ele continuou enviando dinheiro para a ex-companheira durante o período de afastamento.
O homem acreditava que o segundo parto aconteceria em agosto de 2024. Após o fim da relação, Jane afirmou que a segunda criança havia nascido. Só então John entrou com um pedido para reivindicar a responsabilidade parental.
Mentira descoberta no processo
Jane pediu uma medida protetiva contra John por abusos verbais, físicos e sexuais anteriores. Durante o caso, também disse que havia vendido as crianças por 500 libras, cerca de R$ 3,3 mil.
Na audiência, ficou constatado que Jane não tinha filhos com John e teria sofrido dois abortos espontâneos. A juíza afirmou que não havia evidências dos nascimentos. Também foi descoberto que a mulher estava na menopausa e não poderia ter filhos.
O dinheiro recebido teria sido usado em bronzeamento artificial. A data do procedimento coincidiu com o dia do suposto parto. Depois, Jane explicou que mensagens de voz com choro de bebê foram produzidas com áudios do YouTube.
Para a juíza, a mentira durou cerca de três anos. A magistrada afirmou que o comportamento levou John e a mãe dele a acreditar que tinham filhos e netos, respectivamente. O juiz do Tribunal Superior avaliou que a fraude poderia estar ligada a uma vingança por abusos ou a uma motivação financeira.








