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Uso prolongado de enxaguante pode alterar microbioma da boca
Foto: Goffkein/Adobe Stock
Saúde

Uso prolongado de enxaguante pode alterar microbioma da boca

Pesquisas apontam possíveis efeitos de alguns produtos, mas não comprovam que o enxaguante cause diabetes ou pressão alta.

O uso ocasional de enxaguantes bucais vendidos sem receita é considerado improvável de prejudicar a saúde bucal ou geral. Já o uso frequente e prolongado de alguns produtos pode alterar o microbioma da boca e provocar irritações, segundo especialistas.

Purnima Kumar, professora de periodontia e medicina oral da Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan, afirma que bochechar determinados enxaguantes várias vezes ao dia durante meses ou anos pode ter efeitos prejudiciais. Para ela, o produto não deve fazer parte obrigatoriamente da rotina diária de todas as pessoas.

O que os estudos mostram

Os enxaguantes terapêuticos têm princípios ativos para combater problemas como mau hálito, doenças gengivais e cáries. Os cosméticos apenas mascaram temporariamente o mau hálito e deixam um sabor agradável, sem eliminar germes.

A escovação, o fio dental e as limpezas odontológicas regulares continuam sendo as principais medidas de higiene bucal, segundo Vivek Thumbigere-Math, professor associado de periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Maryland.

Pesquisas recentes, ainda limitadas, indicam que alguns produtos terapêuticos com clorexidina podem modificar o microbioma oral. Em um ensaio publicado em 2020, 36 adultos saudáveis do Reino Unido usaram um placebo duas vezes ao dia durante sete dias e depois repetiram o procedimento com um enxaguante com clorexidina.

O produto foi associado a uma grande mudança no microbioma salivar, ao aumento da acidez da boca e à redução de bactérias relacionadas a uma pressão arterial saudável. Não está claro se outros antissépticos presentes em produtos vendidos sem receita produzem o mesmo efeito.

Alguns estudos relacionaram o uso regular de enxaguante, como duas vezes ao dia durante anos, a riscos maiores de diabetes tipo 2 e pressão alta. No entanto, Thumbigere-Math afirma que essas pesquisas tinham limitações e não provaram causa e efeito.

Enxaguantes com álcool ou peróxido podem irritar gengivas, língua, parte interna das bochechas e outros tecidos moles. Óleos essenciais e agentes espumantes também podem causar ardência, úlceras ou descamação da parte interna da boca.

Como escolher

Quando houver recomendação de um profissional de odontologia, a orientação é escolher um produto voltado para um problema específico. Enxaguantes com flúor podem ajudar pessoas com alto risco de cáries. Para quem tem boca seca, há produtos formulados para estimular ou imitar a saliva.

Pessoas com boca seca, feridas ou sensibilidade nas gengivas e nos dentes devem preferir opções sem álcool. Quem tem dentes sensíveis deve evitar o uso frequente de enxaguantes clareadores.

Richard Nejat, periodontista de Nova York, afirma que enxaguantes com flúor podem ser mais seguros a longo prazo do que os antissépticos, porque atuam principalmente no fortalecimento do esmalte. Para a maioria das pessoas, porém, o enxaguante é opcional e não substitui a escovação, o fio dental e as limpezas profissionais regulares.

“O enxaguante bucal não é algo para usar todos os dias, pela vida inteira”, diz Kumar, especialmente quando se trata de um produto vendido sob prescrição.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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