O uso prolongado do celular no vaso sanitário pode aumentar em 46% o risco de desenvolver hemorroidas, aponta um estudo citado no debate sobre o chamado “weaponized pooping”. A prática descreve parceiros que passam muito tempo no banheiro para se afastar das tarefas da casa e dos cuidados com os filhos.
De acordo com o Ministério da Saúde, hemorroidas são veias inchadas na região anal. O problema pode provocar dor, coceira, sangramento e incômodo. Permanecer sentado por muito tempo no vaso, especialmente com a atenção voltada ao smartphone, aumenta a pressão no local e pode desencadear ou piorar os sintomas.
Entre os fatores associados às hemorroidas também estão constipação, gravidez, sobrepeso e esforço excessivo para evacuar. A orientação do ministério é beber bastante água, consumir fibras, praticar atividade física e evitar longas pausas ou distrações no banheiro.
Como surgiu o termo
A expressão foi criada por Olivia Howell, autora do projeto Divorce Happens. Ela usa o conceito para falar de parceiros — frequentemente homens — que transformam a ida ao banheiro em um intervalo das demandas diárias.
Relatos publicados nas redes sociais descrevem situações em que a necessidade de ir ao banheiro aparece quando chega a vez de trocar fraldas ou cuidar de crianças que choram. Mulheres relatam que, nesses casos, as responsabilidades da casa ficam concentradas no outro parceiro.
Howell também contou, em um artigo, que precisava avisar o ex-parceiro antes de ir ao banheiro e confirmar que outro adulto ficaria de plantão. Segundo ela, ele não fazia o mesmo.
O termo repercutiu no X. Enquanto homens criticaram Howell e disseram buscar apenas um momento de paz, usuárias compartilharam relatos de exaustão e de divisão desigual das obrigações familiares.
Sangue nas fezes, dor intensa ou inchaço são sinais para buscar atendimento médico imediato, segundo a recomendação do Ministério da Saúde.








