ARAXÁ — O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) usou o celular dentro da cabine de votação na Escola Estadual Delfim Moreira, no Centro de Araxá, no Alto Paranaíba. Depois, afirmou que não se lembrava da proibição e que não foi alertado pelos mesários.
A legislação eleitoral impede o porte de celular na cabine, mesmo quando não há registro de imagens. O aparelho deve ser desligado e deixado no local indicado pelos mesários. O artigo 312 do Código Eleitoral prevê prisão de até dois anos para quem violar ou tentar violar o sigilo do voto.
“Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali”, disse Zema. O candidato afirmou ainda que levou a colinha em papel e que entregaria o aparelho caso tivesse sido orientado.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que vai apurar a situação. O presidente da corte, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, classificou o uso do celular como irregular e disse que as circunstâncias precisam ser esclarecidas antes de uma decisão.
Apuração do TRE-MG
Braga afirmou que o caso será analisado pelo juiz eleitoral e, depois, poderá chegar ao tribunal. “Isso é irregular, isso caracteriza crime, isso pode inclusive gerar pena de detenção”, declarou.
O desembargador também disse que os mesários receberam orientações para impedir a entrada de celulares na cabine. Para ele, a situação envolveu uma sucessão de equívocos, que será investigada pela Justiça Eleitoral.
O enquadramento do episódio dependerá da apuração. Após uma coletiva, Zema seguiu de carro para Belo Horizonte, onde acompanharia a apuração no Bar da Esquina. Ele também tinha uma entrevista coletiva prevista para o fim da apuração.








