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Zelensky critica acordo de Trump para entrada de diesel russo nos EUA
Política

Zelensky critica acordo de Trump para entrada de diesel russo nos EUA

Licença temporária permite que o combustível russo chegue aos mercados mundiais até abril de 2027, enquanto preços sobem nos EUA.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como “indigna” e “fraca” a decisão de Donald Trump de flexibilizar sanções e permitir o fornecimento de diesel russo aos mercados dos Estados Unidos e do mundo.

A medida foi anunciada antes das eleições legislativas de novembro, em um cenário de alta nos combustíveis americanos. Zelensky afirmou: “Sem dúvida, não é honesto. Sem dúvida, não é digno de nossos parceiros, e, para mim, é uma decisão fraca”.

O Departamento do Tesouro americano emitiu uma licença temporária para liberar a chegada do diesel russo aos mercados mundiais até abril de 2027. A autorização ocorre enquanto Moscou é alvo de sanções dos Estados Unidos e de parceiros desde a invasão da Ucrânia em 2022.

Volume previsto e preços

Trump disse que a Rússia enviará imediatamente mais de 300.000 toneladas de diesel aos mercados americano e global. Outras 500.000 toneladas devem ser entregues em novembro. O Kremlin confirmou a disposição russa de fornecer petróleo e derivados aos mercados dos Estados Unidos e do mundo.

O galão de gasolina comum nos Estados Unidos subiu mais de 46% desde fevereiro e chegou a 4,37 dólares. No mesmo período, o diesel teve alta de 67% e alcançou 6,28 dólares. Trump afirmou que reduzir os preços para americanos, principalmente agricultores, pecuaristas e caminhoneiros, é sua principal prioridade.

O presidente americano atribuiu parte da alta aos ataques ucranianos contra refinarias russas. O texto também aponta a guerra entre o Irã e Israel como o principal fator de perturbação do abastecimento mundial, após o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano.

Negociações sobre a guerra

O anúncio ocorreu enquanto negociadores ucranianos se reuniam com enviados americanos em Miami para discutir alternativas para encerrar a guerra. As conversas continuam amanhã, com representantes da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Otan e União Europeia.

Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos, afirmou que houve “discussões construtivas sobre possíveis vias para desescalar e encerrar a guerra contra a Rússia antes do inverno”. As tentativas de Trump de negociar um acordo foram frustradas pelas exigências territoriais de Moscou, incluindo o controle de toda a região ucraniana do Donbas.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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