O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou ter explorado ou desrespeitado mulheres. A declaração foi dada nesta quarta-feira (13), após a divulgação de acusações sobre o suposto financiamento de uma rede de prostituição com atuação no Brasil e no exterior.
Mensagens encontradas no celular do banqueiro indicariam investimentos de pelo menos R$ 4,3 milhões em uma estrutura que envolveria uma agência de modelos, intermediários e a contratação de mulheres para festas privadas frequentadas por amigos e autoridades.
Os diálogos teriam sido registrados entre 2023 e 2025. Neles, Vorcaro supostamente participaria da seleção das mulheres, autorizaria pagamentos, determinaria contratações e decidiria quem permaneceria no grupo. As conversas citariam mulheres russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas.
Os eventos mencionados teriam ocorrido em São Paulo, Londres, Paris, Roma e Dubai.
Contestação
Em nota, Vorcaro negou as acusações e afirmou que a narrativa divulgada não corresponde à sua conduta. “Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou”, declarou.
O banqueiro também disse não reconhecer “a autoria, a autenticidade e o contexto” do conteúdo extraído de seu celular. Para ele, as mensagens privadas foram obtidas de forma ilícita e manipuladas.
Vorcaro afirmou ainda que os conteúdos estão descontextualizados e classificou como absurdo que as mensagens falem por ele. Segundo o banqueiro, os vazamentos expuseram sua intimidade, violaram sua privacidade e colocaram em risco a segurança de sua família.
Ele declarou que o caso será alvo de responsabilização cível e criminal e afirmou que o material apresenta à sociedade uma história enviesada, sujeita ao uso político e à manipulação da opinião pública.







