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Como funciona o semipresidencialismo, proposto por Augusto Cury
Política

Semipresidencialismo separaria funções de presidente e primeiro-ministro

Modelo defendido por Augusto Cury prevê presidente como chefe de Estado e primeiro-ministro responsável pelo governo, com apoio do Congresso.

O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, defendeu a adoção do semipresidencialismo no Brasil. A proposta prevê a criação do cargo de primeiro-ministro, responsável por articular o governo com o Congresso Nacional.

No sistema atual, o presidencialismo, o presidente eleito reúne duas funções: é chefe de Estado e chefe de governo. Como chefe de Estado, representa o país diante de outras nações. Como chefe de governo, conduz a execução do programa escolhido nas urnas e trabalha com o Congresso na apresentação e aprovação de leis.

Como funcionaria a mudança

No semipresidencialismo, essas atribuições seriam divididas entre duas pessoas. O presidente continuaria sendo escolhido pela população e exerceria a chefia de Estado. Ele também indicaria o primeiro-ministro, mas precisaria considerar a composição do Congresso Nacional.

O primeiro-ministro teria de contar com o apoio da maioria dos deputados e senadores. Na prática, a força dos partidos no Legislativo ajudaria a definir o programa de governo colocado em execução.

O presidente manteria um mandato fixo. Já o primeiro-ministro permaneceria no cargo enquanto tivesse sustentação parlamentar e poderia ser substituído pelos congressistas a qualquer momento.

Dependendo das regras aprovadas, o Congresso também poderia ser dissolvido. O presidente teria essa possibilidade em casos de crise institucional grave, instabilidade política ou dificuldade para governar.

Apoio e histórico

Defensores do semipresidencialismo afirmam que a troca do chefe de governo permitiria responder mais rapidamente a crises de apoio no Congresso. No presidencialismo, situações desse tipo podem levar a processos de impeachment.

Além de Augusto Cury, o ex-presidente Michel Temer, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes já manifestaram apoio à mudança para o semipresidencialismo ou ao parlamentarismo.

Há mais de 30 anos, os eleitores brasileiros foram consultados em plebiscito sobre manter o presidencialismo ou adotar o parlamentarismo. O presidencialismo venceu com quase 70% dos votos válidos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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