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Raquel Lyra ocupa o centro e vira peça-chave para 2026 em Pernambuco
Foto: Congresso Nacional, em Brasília Roque de Sá/Agência Senado
Política

Raquel Lyra ocupa o centro e vira peça-chave para 2026 em Pernambuco

A governadora mantém distância de lulismo e bolsonarismo enquanto amplia o espaço de negociação entre diferentes grupos políticos.

Raquel Lyra se consolidou como uma liderança de centro, com inclinações à centro-direita, e passou a ocupar uma posição estratégica nas eleições estaduais de 2026. A governadora mantém diálogo com grupos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também é cortejada por lideranças da direita conservadora.

A trajetória política ajuda a explicar esse posicionamento. Raquel começou no Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda de centro-esquerda, foi deputada estadual e atuou como secretária estadual durante a gestão de Eduardo Campos. Em 2016, deixou o PSB e migrou para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), pelo qual venceu duas eleições municipais consecutivas em Caruaru. Em 2022, chegou ao Governo de Pernambuco.

Estratégia de centro

No comando do Palácio do Campo das Princesas, a governadora adotou uma gestão baseada no pragmatismo administrativo. O discurso prioriza obras, investimentos, empregos, estradas e abastecimento de água, sem vinculação automática com pautas de costumes ou frentes consideradas radicais.

A administração passou a usar o termo “pernambuquista” para se apresentar como uma alternativa à polarização entre Lula e Jair Bolsonaro. A estratégia também facilita a aprovação de projetos na Assembleia Legislativa, com negociações abertas a deputados de diferentes posições políticas.

Em março de 2025, Raquel deixou o PSDB e ingressou no Partido Social Democrático (PSD), sob a chancela de Gilberto Kassab. A legenda integra a base do governo Lula em Brasília, mas mantém espaço para nomes de centro-direita nos estados.

A mudança preservou a possibilidade de alianças variadas. Ao mesmo tempo em que disputa o eleitorado de base popular com João Campos, prefeito do Recife e integrante do PSB, Raquel evita declarar apoio presidencial e mantém margem para negociar com diferentes grupos.

Pelas classificações da ciência política, a governadora é vista como uma política de centro com inclinações à centro-direita. Sua passagem por PSB, PSDB e PSD é apresentada como exemplo de uma trajetória que combina responsabilidade fiscal, redução da máquina pública e parcerias com a iniciativa privada, sem adesão ao conservadorismo radical ou ao estatismo intervencionista.

A legislação permite que governadores troquem de partido durante o mandato sem perder o cargo. A regra é diferente para deputados e vereadores, sujeitos à fidelidade partidária e às janelas eleitorais. Também não há obrigação legal para que um governador declare apoio a candidatos à Presidência da República, o que permite preservar alianças até o calendário de convenções partidárias.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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