SÃO PAULO — O PT prepara mobilizações em todo o país para 13 de setembro, com atos previstos em todas as capitais e em cidades consideradas estratégicas para a campanha. A iniciativa ocorre após pesquisas indicarem empate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
A campanha de Lula avalia que o cenário eleitoral mudou depois que o presidente passou a ser associado à polêmica envolvendo o filho, Fábio Luís da Silva. A crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) há quase dez dias também entrou no diagnóstico interno do partido.
Os eventos deverão funcionar como uma resposta à mobilização organizada pela direita em 7 de setembro. Em São Paulo, o ato levou cerca de 28 mil pessoas à Avenida Paulista, conforme o Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP.
Foco nos estados-chave
O PT pretende usar a mobilização para demonstrar força nas ruas e tentar recuperar o ambiente de vantagem de Lula na eleição. O presidente deverá participar do ato previsto para Florianópolis em 13 de setembro.
Embora estejam programadas ações em diferentes regiões, São Paulo e Minas Gerais terão atenção especial dos organizadores. Os estados são tratados pelos correligionários como pontos-chave para a recuperação do petista e devem receber os principais investimentos da campanha na reta final da eleição.
A estratégia anunciada pelo partido combina uma agenda nacional de manifestações com concentração política e financeira nos dois estados. A movimentação ocorre enquanto a equipe de Lula acompanha a evolução das pesquisas e busca responder ao crescimento de Flávio Bolsonaro.
O PT ainda pretende recuperar a vantagem atribuída a Lula antes da mudança no cenário apontada pelos levantamentos. As atividades de 13 de setembro devem marcar a tentativa de retomada dessa posição e ampliar a presença do partido nas ruas.








