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Perícia de São Paulo devolve 18 aparelhos ligados ao caso Dark Horse
Foto: Aparelhos de operação sobre Dark Horse com falhas no lacre Reprodução
Política

Perícia de São Paulo devolve 18 aparelhos ligados ao caso Dark Horse

Falha na embalagem permitia acesso aos dispositivos mesmo com o lacre numérico fechado, apontam documentos liberados pelo STF.

A perícia do Instituto de Criminalística de São Paulo recusou, em junho deste ano, 18 aparelhos apreendidos pela Polícia Civil em endereços ligados a Karina da Gama, dona da produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Os itens foram devolvidos à delegacia para a readequação dos lacres.

A informação aparece em documentos cujo sigilo foi levantado neste domingo (13) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O material apreendido inclui notebooks, celulares e pen drives. Embora cada item estivesse em uma embalagem separada, com o lacre aparentemente intacto, os peritos encontraram uma abertura nos pacotes.

O termo de recusa registra que o invólucro foi tracionado de forma inadequada na origem. Conforme a avaliação técnica, o espaço permitia o acesso ao aparelho mesmo sem o rompimento do selo. A abertura também era suficiente para a passagem de um cabo USB, o que possibilitaria ligar o dispositivo e extrair ou alterar dados.

Em 13 aparelhos, o documento apontou a existência de espaço para a entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, com possibilidade de manipulação das informações armazenadas nos equipamentos.

Investigação sob sigilo levantado

Flávio Dino determinou o levantamento do sigilo dos autos da Petição 16.669 e dos documentos e provas vindos da Justiça Estadual de São Paulo. A apuração investiga um suposto esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro envolvendo o deputado federal Mário Frias (PL-SP).

A investigação foi unificada sob supervisão do STF e da Polícia Federal por causa da ligação entre contratos municipais de São Paulo e verbas federais destinadas ao projeto de Dark Horse. Relatórios policiais aceitos no Supremo apontam repasses de recursos públicos federais entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões para o longa.

O projeto está ligado à Go Up Entertainment Ltda., de propriedade de Karina Ferreira da Gama. Ela também dirige e representa legalmente o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que mantinha termo de colaboração com a Prefeitura de São Paulo.

Registros financeiros indicaram ainda que Mário Frias fez remessas diretas à produtora em valores considerados incompatíveis com os rendimentos declarados e com os créditos de suas contas bancárias. A movimentação é analisada na investigação sobre a conexão entre as verbas do filme, emendas e contratos municipais.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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