O presidente do Parlamento da Suécia, Andreas Norlén, vai formalizar em 5 de outubro uma nova missão para Magdalena Andersson tentar formar o governo. A líder social-democrata terá até 12 de outubro para informar os avanços nas conversas ou pedir mais tempo.
Norlén afirmou que as condições políticas e parlamentares não mudaram desde a primeira tentativa. “Quero dar aos partidos algum tempo para refletir antes que o processo formal seja retomado”, declarou.
A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (2), poucos dias depois de Andersson abandonar a rodada inicial de negociações. Em 28 de setembro, ela desistiu após não conseguir reunir os outros três partidos do bloco de centro-esquerda, que tinham divergências ideológicas.
Disputa no Parlamento
O bloco de centro-esquerda conquistou 176 cadeiras nas eleições de 13 de setembro. O bloco de direita, liderado pelo primeiro-ministro Ulf Kristersson, ficou com 173 assentos. A coalizão inclui os Democratas da Suécia, partido contrário à imigração.
Antes de escolher Andersson novamente, o presidente do Parlamento chegou a ser apontado como possível responsável por convidar Kristersson a tentar formar o governo. Norlén, porém, decidiu manter a líder do Partido Social-Democrata à frente das negociações.
“Com base nas conversas que tive, decidimos que Magdalena Andersson, líder do Partido Social-Democrata, cumpra a tarefa de continuar e retomar sua missão exploratória”, disse Norlén em entrevista coletiva.
O presidente do Parlamento tem quatro oportunidades para indicar alguém à formação do governo. Se a quarta tentativa não tiver sucesso, uma eleição antecipada deverá ser convocada.









