As eleições da Suécia terminaram nesta segunda-feira (13) sem um vencedor definido. Com mais de 90% dos votos apurados, a oposição de esquerda, liderada por Magdalena Andersson, tinha vantagem de três cadeiras sobre a aliança de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson no Parlamento, que tem 349 integrantes.
Andersson afirmou que sua coalizão está pronta para assumir o governo. “Por enquanto, estamos na frente. E, se isso for confirmado, a Suécia terá um novo governo”, declarou a apoiadores.
Primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra da Suécia, entre 2021 e 2022, Andersson lidera quatro partidos de oposição. O resultado do partido social-democrata, porém, ficou em cerca de 28% dos votos, o pior da legenda em mais de um século.
Kristersson disse que respeitaria a intenção de Andersson de tentar formar um governo com os outros três partidos de esquerda. Ele também apontou que as divergências entre os integrantes do bloco poderiam dificultar a criação de uma coalizão estável. “A questão de quem governará a Suécia nos próximos anos continua em aberto”, afirmou.
A definição pode levar vários dias por causa da pequena diferença entre os blocos. Pesquisas mantiveram a esquerda à frente durante meses, mas a distância caiu nos últimos dias da campanha, levando a um empate técnico.
Extrema direita perde espaço
O Democratas da Suécia (SD), partido de extrema direita, recebeu 17,6% dos votos. O percentual ficou abaixo dos 20,5% registrados em 2022. O líder da legenda, Jimmie Akesson, reconheceu a queda. “Ainda não temos os resultados finais, mas é evidente que perdemos alguns pontos percentuais em comparação com quatro anos atrás”, disse a apoiadores.
Akesson afirmou, no entanto, que os simpatizantes do partido já não têm receio de declarar apoio à legenda, antes vista como pária política.
O Partido Moderado, de Kristersson, alcançava 19,9% dos votos. Aos 62 anos, o premiê busca mais quatro anos no cargo e declarou à AFP que pretende “tornar a Suécia grande novamente”, em referência a um slogan de Donald Trump.
Os social-democratas prometeram reforçar o Estado de bem-estar social e ajudar as famílias diante do aumento do custo de vida. No Instagram, a ativista climática Greta Thunberg pediu que os eleitores barrassem uma aliança entre a direita e a extrema direita.
Cerca de oito milhões de pessoas estão aptas a votar em um país de 10,6 milhões de habitantes. A participação eleitoral normalmente supera 80%.









