O Movimento Cultura com Lula organiza ações digitais e presenciais em todos os Estados para defender a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa é liderada por João Paulo Mehl, do PT do Paraná, e tem participação de servidores do Ministério da Cultura (MinC), além de integrantes dos Pontos de Cultura.
O grupo conta com o secretário-executivo do ministério, Márcio Tavares, como coordenador-geral. Roberta Malvão, responsável pela coordenação-geral dos escritórios estaduais da pasta, também participa. A ministra Margareth Menezes esteve em um evento virtual do movimento, que teve a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, como convidada principal.
A transmissão ocorreu no dia 14, foi acompanhada por mais de 21 mil pessoas e teve pedidos de voto para Lula. O movimento também oferece materiais para camisetas, conteúdos para redes sociais e articula grupos de WhatsApp. Uma mobilização em todos os estados foi convocada para o próximo dia 26.
As páginas e os perfis usados pelo grupo não estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nem aparecem na prestação de contas oficial. A campanha de Lula afirmou que o movimento não faz parte da estrutura oficial. O Ministério da Cultura disse ter orientado seus agentes públicos a seguir a legislação eleitoral e negou o uso da estrutura da pasta em atividades político-eleitorais.
Recursos públicos e estrutura digital
Mehl é fundador e dono da ONG Coletivo Soylocoporti, que recebeu R$ 3,4 milhões do Ministério da Cultura e R$ 2,3 milhões do Ministério das Cidades desde 2023. A entidade coordena o Comitê de Cultura do Paraná. O contrato inicial com o Ministério da Cultura era de R$ 2,6 milhões e recebeu um aditivo de R$ 1.024.747,62, com validade até fevereiro de 2027.
A ONG também mantém atividades ligadas ao Projeto Periferias Verdes Resilientes, voltado à ampliação da cobertura vegetal e ao fortalecimento da articulação comunitária em Jardim das Graças II, no Paraná.
O site do movimento está registrado em nome de Mehl e Michel Fonseca Ferreira, o Michel Urânia, integrante do Comitê de Cultura do Paraná. A página utiliza a infraestrutura da Rede Livre, rede coordenada por Mehl que afirma reunir mais de 1300 sites no Brasil e em outros 10 países da América Latina.
Os organizadores dizem que a mobilização é espontânea, voluntária e sem vínculo com projetos financiados pelo governo ou com a campanha oficial de Lula. Mehl declarou que “é direito de todo brasileiro atuar politicamente”. O movimento afirma ainda que não há remuneração nem vínculo institucional.









