O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou dos Estados Unidos para Brasília em janeiro de 2025 em um Legacy 650 associado pela Polícia Federal a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O avião também levou Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e Viviane Barci, mulher do magistrado.
Flávio embarcou em Fort Lauderdale, na Flórida, na véspera da posse de Donald Trump. Ele estava com a mulher, as duas filhas e o advogado Willer Tomaz. O registro da viagem foi localizado pela PF em comunicações de Tomaz durante a apuração sobre suspeitas de desvios em aposentadorias do INSS.
Um e-mail de 24 de janeiro de 2025 relacionava o deslocamento de Tomaz e da família dele, além de Flávio e seus parentes. No celular e na caixa de e-mails do advogado, os investigadores também encontraram fotografias, reservas, registros de voos e informações sobre aluguel de veículos.
Aeronave
A Prime You, operadora do jato, e Willer Tomaz estavam entre os cotistas da aeronave. Vorcaro era sócio da empresa naquele período, conforme as informações reunidas pela Polícia Federal.
A aeronave tem 26 metros de comprimento, 21 metros de envergadura e velocidade de até 850 km/h. A autonomia é de 6.780 quilômetros, o que permite voos sem escala entre Rio de Janeiro e Miami. O modelo conta ainda com cabine com baixo ruído, lavabo privativo e bagageiro amplo.
A viagem faz parte de pelo menos cinco deslocamentos de Flávio Bolsonaro com Tomaz. Vorcaro também teria cedido o avião a Moraes e Viviane Barci. O escritório da advogada mantinha contratos milionários com o Banco Master.
Flávio disse manter com Tomaz uma “relação de amizade legítima” e afirmou que qualquer suspeita baseada nessa proximidade seria “mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”. Tomaz classificou as viagens como privadas e decorrentes da amizade com o senador. Ele também afirmou que não é investigado no caso do INSS.








