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Jaques Wagner disputa reeleição ao Senado em meio a investigação sobre Banco Master
Política

Jaques Wagner disputa reeleição ao Senado em meio a investigação sobre Banco Master

Ex-governador da Bahia, o senador nega irregularidades e diz que sua relação com Daniel Vorcaro era praticamente inexistente.

Jaques Wagner (PT) é candidato à reeleição ao Senado pelo Ceará e está no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre relações com o Banco Master. O senador nega irregularidades e afirma que sua relação com Daniel Vorcaro, controlador de uma instituição financeira ligada ao caso, era praticamente inexistente.

Nascido no Rio de Janeiro em 16 de março de 1951, Wagner é filho de uma família de imigrantes judeus poloneses que se refugiou no Brasil antes da Segunda Guerra Mundial. Na juventude, começou Engenharia Civil na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e participou do movimento estudantil contra o regime militar.

Trajetória política

Na década de 1970, interrompeu a graduação por razões de segurança política e se mudou para a Bahia. Em Camaçari, trabalhou no setor petroquímico, presidiu o Sindiquímica e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores no estado. Wagner é casado com Fátima Mendonça e tem três filhos.

A carreira parlamentar começou em 1990, com a eleição para deputado federal pela Bahia. Ele cumpriu três mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, entre 1991 e 2003.

Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência em 2002, Wagner assumiu o Ministério do Trabalho e depois a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Em 2006, foi eleito governador da Bahia no primeiro turno. Reeleito em 2010, permaneceu no cargo até 2014.

Em 2015, durante o governo de Dilma Rousseff, ocupou os ministérios da Defesa e da Casa Civil. Em 2018, foi eleito senador pela Bahia com mais de quatro milhões de votos, para o mandato de 2019 a 2027. Em 2023, tornou-se Líder do Governo no Senado.

Apuração sobre o Banco Master

A Polícia Federal investiga suspeitas de que Wagner tenha sido beneficiado de forma indevida em negociações relacionadas ao Banco Master. Um dos pontos analisados é a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, em Salvador, pelo ex-sócio da instituição, Augusto Lima.

Após a operação, Wagner afirmou que mantinha uma relação próxima com Lima e disse que o empresário “se considera” seu amigo. A apuração também examina um contrato firmado em março entre uma empresa da esposa do enteado do senador e uma instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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