Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Política

Investigações atingem aliados de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro

Operações da Polícia Federal miram políticos e empresários ligados ao bolsonarismo, com suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de verbas.

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência enfrenta novas suspeitas envolvendo integrantes de seu grupo político. Operações da Polícia Federal atingiram aliados do senador no Rio de Janeiro, com investigações sobre lavagem de dinheiro, jogo do bicho, desvio de verbas públicas e possíveis conexões com o Comando Vermelho.

Em 2 de julho, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro pela cúpula do jogo do bicho e a ramificação do esquema entre integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, planilhas apreendidas com o bicheiro Adilsinho registravam pagamentos indevidos, doações eleitorais, repasses a agentes políticos e uma contabilidade paralela para ocultar movimentações ilícitas.

Aliados no Rio

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e ex-governador interino, é apontado como um dos principais aliados políticos de Flávio no estado. Já preso, ele foi alvo de um novo pedido de prisão e apareceu, assim como o ex-governador Cláudio Castro, nas planilhas de Adilsinho como possível beneficiário do esquema.

A Polícia Federal considera Bacellar um “criminoso de alta periculosidade” e determinou que ele seja levado para um presídio de segurança máxima.

O pastor e empresário do setor de tabaco Márcio Poncio também foi preso nesta semana. Ele é suspeito de lavagem de dinheiro e de envolvimento com esquemas ligados à chamada “máfia dos cigarros” e ao jogo do bicho, comandados por Adilsinho.

Suspeita contra deputado

Outro aliado de Flávio citado em investigações é o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do partido do senador na Câmara. Ele é investigado na Operação Galho Fraco II, que apura desvio de recursos da cota parlamentar por meio do aluguel de veículos.

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República afirmam haver “fundamentadas razões” para suspeitar que o deputado usou empresas de fachada para lavar dinheiro desviado de verbas do Congresso.

Em dezembro, a PF encontrou R$ 468,7 mil em um imóvel de Sóstenes. O dinheiro estava embalado em saco plástico e escondido em um guarda-roupa. O deputado disse que a quantia vinha da venda de um imóvel em Minas Gerais, mas o registro da negociação ocorreu 11 dias depois da apreensão.

Na ação de 1º de julho, investigadores apreenderam aproximadamente R$ 160 mil e 502 dólares em endereços ligados ao deputado. Parte do dinheiro estava escondida em livros falsos. A PF também identificou empresas no mesmo endereço, algumas sem funcionários registrados, mas com saques que somaram mais de R$ 15 milhões nos últimos anos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5