PONTA GROSSA — O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou neste sábado (5.set.2026) que o Supremo Tribunal Federal deve ser preservado como instituição. Ele também chamou o ministro Alexandre de Moraes de “laranja podre” dentro da Corte.
“Alexandre de Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal”, declarou Flávio. Para o senador, a atuação de um ministro não representa toda a magistratura e não deve comprometer a imagem do tribunal.
A declaração ocorreu na saída da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, onde o candidato visitou Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL). Flávio chegou ao local acompanhado de aliados e ficou na unidade por cerca de duas horas.
A visita havia sido autorizada por Moraes, responsável pela execução da pena de Martins. A Procuradoria Geral da República acusa o ex-assessor de ajudar Bolsonaro a preparar uma minuta de golpe de Estado apresentada aos chefes das Forças Armadas.
Críticas ao ministro
Durante a visita, Flávio disse que, caso seja eleito presidente, quer “resgatar a credibilidade das instituições”. Ele acusou Moraes de usar investigações sobre notícias falsas para perseguir adversários políticos e questionou a condução do processo que terminou na condenação de Filipe Martins. Na avaliação do senador, o ministro não deveria continuar no STF.
As críticas ocorreram depois que André Mendonça, relator do caso Master no STF, retirou, em 1º de setembro, o sigilo de um relatório da Polícia Federal que menciona Moraes.
O documento registra mensagens de Daniel Vorcaro para o ministro e encontros entre os 2. A PF também apontou mudanças feitas por Moraes, em janeiro de 2024, na minuta de um contrato entre o Banco Master e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. O acordo previa cerca de R$ 131 milhões em pagamentos. Moraes negou irregularidades.
As mensagens foram recuperadas antes da prisão de Vorcaro, ex-dono do Master, em novembro de 2025. Não há, até o momento, comprovação de que Moraes tenha atendido a pedidos do ex-banqueiro. A Procuradoria Geral da República contestou a validade da apuração e pediu a anulação do relatório.








