SÃO PAULO — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, prometeu reduzir impostos e burocracia desde o início de um eventual governo. As declarações foram feitas nesta terça-feira (13), durante encontro com empresários e representantes do setor produtivo promovido pela Associação Comercial de São Paulo, no Clube Atlético Monte Líbano.
Flávio afirmou que um decreto já preparado deverá revogar mais de mil atos normativos do governo atual. Na avaliação dele, essas regras criaram obstáculos para empreendedores. O senador também disse que pretende repetir uma estratégia associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai: reduzir impostos novamente quando a arrecadação aumentar.
“Vamos fazer tesouraço em impostos, sim. Vamos fazer tesouraço na burocracia do primeiro dia, já está pronto”, afirmou.
Reforma tributária e dívida pública
O candidato criticou a estimativa para a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que, segundo ele, poderá alcançar 28% ou mais. Para Flávio, a falta de definição sobre o percentual dificulta a avaliação dos impactos da reforma tributária.
Ele também relacionou o resultado eleitoral às taxas de juros futuros e declarou que a dívida do governo federal chegou a R$ 11 trilhões. Segundo o senador, uma redução de 2% nos juros futuros poderia liberar R$ 220 bilhões no orçamento para o pagamento da dívida.
Flávio defendeu ainda o fim da reeleição presidencial. A proposta, segundo ele, seria aprovada com o capital político de um presidente recém-eleito.
Promessas para a segurança
Na área de segurança pública, o senador disse que pretende declarar guerra ao narcotráfico a partir de janeiro e classificar organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como narcoterroristas. Também prometeu ampliar o sistema penitenciário com mais de 500 mil vagas.
Entre as medidas citadas estão o aumento das penas para determinados crimes, pena mínima de oito anos para roubo de celulares e trabalho obrigatório para condenados. Flávio também defendeu castração química para estupradores.
O candidato anunciou o programa Smart Brasil, inspirado no Smart Sampa. A proposta prevê instalar mais de 2 milhões de câmeras com sistemas de identificação, integradas entre municípios e Estados.
Ele ainda prometeu ampliar o monitoramento de agressores de mulheres submetidos a medidas protetivas e criar espaços de acolhimento para vítimas sem condições financeiras de deixar suas casas.








