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Quem é Santini, ex-sócio que diz poder colocar Flávio na cadeia
Foto: Reprodução
Política

Ex-sócio de Flávio Bolsonaro diz guardar documentos sobre senador

Alexandre Santini afirma ter registros de quase duas décadas de convivência e cobra valores ligados a uma antiga sociedade comercial.

O empresário paulista Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio e ex-amigo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirma guardar mensagens, áudios, comprovantes bancários, notas fiscais e fotografias relacionados ao senador e candidato à Presidência.

O material teria sido preservado após o rompimento entre os dois, durante o período eleitoral de 2022. A crise começou por uma disputa financeira envolvendo a Bolsotini Chocolates e Café Ltda., franquia da Kopenhagen que funcionava no shopping Via Parque, na Barra da Tijuca.

Sociedade e investigação

Santini conheceu Flávio no início dos anos 2000, no Rio de Janeiro. A relação se aproximou e incluiu participação em eventos privados da família Bolsonaro, viagens e festas. Na época, o empresário mantinha uma empresa de importação e exportação em sociedade com Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da Seleção Brasileira.

Quando Flávio ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro, os dois passaram a ser sócios da loja de chocolates. Santini afirma que cuidava da administração cotidiana e do caixa do estabelecimento.

A loja apareceu nas investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o esquema de “rachadinhas” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Promotores investigaram se o comércio poderia ter sido usado para lavar recursos provenientes do recolhimento de parte dos salários de assessores e chamaram Santini de “laranja de luxo”.

O empresário também acompanhou Fabrício Queiroz em uma viagem de carro para Juiz de Fora (MG), em 2018. Depois, mudou-se para Brasília e abriu a Santitech Suporte em Tecnologia da Informação. A empresa ficou ativa durante dez meses e registrou como endereço um lote sem construção na Asa Sul.

Disputa financeira

Santini afirma ter acumulado prejuízos e cobra de Flávio um acerto de aproximadamente R$ 1,4 milhão. O valor envolveria distribuição de lucros, aportes feitos no começo da sociedade e despesas que, segundo ele, não foram ressarcidas.

De acordo com o empresário, ele apresentou uma planilha ao senador em uma reunião no gabinete de Flávio no Congresso Nacional. Santini diz que o documento apontava uma dívida de R$ 1,7 milhão em valores atualizados. Após o rompimento, ele enviou notificações extrajudiciais e apresentou uma reclamação pré-processual à Justiça de Brasília.

Segundo os documentos citados por Santini, o investimento inicial na loja foi de R$ 1 milhão. Ele teria colocado R$ 450 mil; Flávio, R$ 200 mil em dinheiro; e Fernanda Bolsonaro, R$ 350 mil por meio bancário.

O empresário sustenta ainda que Flávio recebeu R$ 1,7 milhão em lucros, incluindo R$ 700 mil em dinheiro vivo, enquanto ele teria recebido R$ 644 mil. Os dois tinham participação igualitária na sociedade, segundo o relato.

O acervo que Santini diz manter também incluiria registros sobre despesas pessoais de Flávio pagas por terceiros, operações imobiliárias com dinheiro em espécie, conversas com Fabrício Queiroz, relógios de luxo atribuídos ao senador, mulheres e encontros privados.

A pessoas próximas, o empresário afirmou: “Se eu quiser, eu ponho o Flávio na cadeia”. Flávio rejeitou as acusações e disse: “Não quero dar linha para maluco”. O senador classificou as alegações do ex-parceiro como “infundadas”.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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