A eleição para o Senado em 2026 terá duas vagas em disputa por estado e pelo Distrito Federal. Ao todo, serão renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa. O eleitor precisará escolher dois nomes diferentes para o cargo.
A mudança ocorre porque o Senado tem renovação alternada. Os senadores têm mandato de oito anos, enquanto deputados, governadores e o presidente da República cumprem mandatos de quatro anos. A cada quatro anos, a composição do Senado é renovada em um terço ou dois terços.
Em 2022, apenas um terço das cadeiras foi renovado. Em 2026, será a vez da renovação de dois terços. Como cada estado e o Distrito Federal têm três representantes, duas vagas estarão disponíveis em cada unidade da federação.
Como será a votação
Na urna eletrônica, o eleitor votará primeiro para deputado federal, depois para deputado estadual ou distrital. Em seguida, aparecerá a tela para a primeira vaga de senador. Após a confirmação, será solicitada a escolha para a segunda vaga.
Os dois candidatos mais votados em cada unidade da federação serão eleitos. A disputa não tem segundo turno e segue o sistema majoritário simples.
Não é permitido repetir o mesmo candidato nas duas escolhas. Se o número for digitado novamente, o primeiro voto será considerado válido e o segundo será anulado. Para os dois votos serem computados, é necessário escolher candidatos diferentes.
Também é possível votar em apenas um nome. Nesse caso, o eleitor pode deixar a segunda escolha em branco ou anulá-la, sem prejuízo ao primeiro voto.
Votos em partidos diferentes
A escolha para o Senado é nominal e majoritária, vinculada ao candidato, e não à legenda. Por isso, o eleitor pode escolher nomes de partidos diferentes para as duas vagas.
A eleição simultânea de dois senadores também muda as estratégias partidárias. Alianças podem lançar dois nomes de legendas aliadas, enquanto os eleitores podem dividir seus votos entre candidaturas de perfis políticos distintos.








