Guarulhos, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,20 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 183.477 -0,00% Guarulhos 17°C 17° / 32°
Eleição acirrada aumenta busca por proteção nos investimentos
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Carlos Moura/Agência Senado
Política

Eleição acirrada aumenta busca por proteção nos investimentos

Analistas recomendam diversificação e ativos ligados à Selic, ao CDI, a serviços públicos e a commodities diante da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

A disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pela Presidência tem levado investidores a buscar proteção e diversificar suas carteiras. Analistas indicam títulos públicos e CDBs na renda fixa, além de ações de serviços públicos e empresas de commodities para reduzir a exposição às oscilações do cenário eleitoral.

Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, o ajuste depende da concentração da carteira. Quem já investe em diferentes classes de ativos pode fazer mudanças táticas. Já investidores concentrados em uma única tese devem priorizar a diversificação.

Na renda fixa, a preferência recai sobre investimentos atrelados à Selic ou ao CDI. Segundo Ferreira, esses ativos sofrem menos com a variação provocada pelas expectativas para os juros futuros.

Na Bolsa, empresas de saneamento e energia são apontadas como opções de proteção por terem receitas indexadas à inflação. Ferreira também cita companhias de construção voltadas para a baixa renda e ligadas ao Minha Casa, Minha Vida.

Ações citadas para cada cenário

Relatório do BTG aponta expectativa de uma eleição competitiva e de carteiras com risco relativamente controlado. As ações da Petrobras são tratadas pelo banco como ativos de consenso, independentemente do resultado das urnas. Em 2026, os papéis se valorizaram com a alta do petróleo.

O banco também avalia que B3, XP, BTG Pactual, Rede D’Or, Cyrela, Petrobras e Motiva podem se beneficiar caso o resultado eleitoral seja interpretado positivamente.

O Citibank projetou carteiras para os cenários de vitória de Lula e Flávio. Para um governo Lula, o banco destaca Cury Construtora, Embraer, WEG e BTG Pactual. Para um eventual governo Flávio, aparecem Cyrela, Assaí, Hapvida, Petrobras, Vale e B3.

A avaliação do Citi é que a diferença entre os candidatos está na forma de conduzir o ajuste fiscal. Os dois governos, segundo o banco, enfrentariam o desafio de recuperar a confiança na trajetória fiscal brasileira em meio a níveis elevados de dívida.

Bolsa, dólar e pesquisas

Em agosto, a Bolsa caiu 0,32% e o dólar subiu 2,21%. Em setembro, o Ibovespa avançou 6,4%, enquanto o dólar recuou 0,25%.

Dados da B3 mostram saldo positivo de R$ 9,6 bilhões entre compras e vendas de ações por investidores estrangeiros em setembro até o dia 22. Em agosto, houve saída de R$ 18,1 bilhões. No ano, o saldo positivo chega a R$ 32,6 bilhões.

No Datafolha de 21 de agosto, Lula tinha 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. No levantamento de 24 de setembro, o petista aparecia com 40%, e o ex-senador, com 36%. A margem de erro era de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A XP afirma que períodos eleitorais aumentam a volatilidade, mas que a dispersão tende a crescer mais depois da eleição, com a definição da equipe econômica, das políticas e dos primeiros sinais sobre os gastos públicos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5