Daniel Alves declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) após o candidato terminar o primeiro turno das eleições presidenciais na liderança. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o ex-lateral da Seleção Brasileira associou sua manifestação política à fé cristã e afirmou que o nome e o número do candidato teriam sido indicados pelo Espírito Santo.
O ex-jogador citou uma passagem bíblica sobre governos e questionou os rumos do país. Na sequência, disse que sua declaração representava uma política de obediência ao que, segundo ele, Deus colocaria no coração, na mente e na boca dos seus seguidores.
Ao falar diretamente com Bolsonaro, Daniel Alves pediu humildade e afirmou que a vitória não dependeria de força, inteligência ou capacidade de convencimento, mas do poder do Espírito Santo. Ele também declarou: “Há um decreto para essa nação, é tempo de câmbio, é tempo de mudança”.
Daniel Alves já havia declarado apoio a Jair Bolsonaro em 2022, quando o então candidato disputava a reeleição contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Absolvição na Espanha
Daniel Alves foi preso preventivamente em janeiro de 2023, acusado de agredir sexualmente uma jovem de 23 anos no banheiro da boate Sutton, em Barcelona, na madrugada de 31 de dezembro de 2022. Ele negou o crime e passou a afirmar que a relação havia sido consensual.
O brasileiro ficou 14 meses preso. Em fevereiro de 2024, a Audiência Provincial de Barcelona o condenou a quatro anos e seis meses de prisão. A decisão também previa cinco anos de liberdade vigiada após o cumprimento da pena e o pagamento de 150 mil euros de indenização.
Em março de 2024, Alves deixou a prisão após o pagamento de fiança de 1 milhão de euros, a entrega dos passaportes brasileiro e espanhol e o cumprimento de outras medidas cautelares. A saída do presídio Brians 2 ocorreu em 25 de março de 2024.
Em 28 de março de 2025, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha anulou por unanimidade a condenação e absolveu o ex-jogador. Os quatro magistrados apontaram insuficiência de provas para afastar a presunção de inocência e problemas na avaliação do depoimento da denunciante.
O Ministério Público da Catalunha contestou a absolvição e anunciou recurso ao Tribunal Supremo da Espanha. A Promotoria afirmou discordar dos fundamentos usados pelo tribunal catalão.









