O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta segunda-feira (7) que os Correios podem ser vendidos caso a estatal não consiga recuperar as próprias finanças. A proposta faz parte de um plano para privatizar empresas públicas consideradas ineficientes.
Cury disse que a decisão dependeria da situação da companhia. Na avaliação dele, se houver possibilidade de recuperação, a privatização não seria necessária. Caso contrário, afirmou que o déficit acumulado não poderia continuar sendo bancado pelo governo.
Participação dos funcionários
Em uma eventual venda dos Correios, o candidato defendeu que parte da empresa seja destinada aos trabalhadores. Cury propôs que um terço da estatal fosse transferido para um fundo dos próprios colaboradores.
O presidenciável reconheceu a função social dos Correios, mas afirmou que essa atribuição não justificaria o financiamento indefinido de uma empresa deficitária. Ele classificou o problema como um déficit bilionário.
Cury também diferenciou a situação da Petrobras e descartou aplicar à estatal a mesma proposta de privatização. Para ele, os recursos recebidos pelo governo como acionista poderiam ser usados para oferecer crédito mais barato a microempresas.
A ideia apresentada pelo candidato é financiar 1 milhão de microempresas por ano com dinheiro da Petrobras, direcionando os recursos para pessoas que não têm condições de realizar seus próprios negócios.








