O governo de Javier Milei publicou, na quinta-feira, uma foto de satélite das Ilhas Malvinas com a legenda “estamos de olho”. No mesmo dia, o presidente argentino anunciou a construção de uma base naval na Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina, e sanções econômicas contra empresas petroleiras das ilhas envolvidas em um projeto de exploração na região.
A reação veio do ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband. Ele afirmou que a posição de Londres sobre a soberania das Malvinas é “inegociável” e declarou que o território continuaria britânico porque essa é a posição da esmagadora maioria dos habitantes das ilhas.
Milei também citou Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos disse, nesta semana, estar reavaliando a posição do governo norte-americano sobre a soberania do arquipélago.
Disputa pela soberania
A Argentina sustenta sua reivindicação, entre outros motivos, pela proximidade das ilhas: cerca de 600 quilômetros da costa da Patagônia e aproximadamente 13 mil quilômetros do Reino Unido.
Os argentinos afirmam que os espanhóis que governavam o Vice-Reino do Rio da Prata foram os primeiros a ocupar o território. A região se tornou independente da Espanha em 1810 e deu origem à Argentina.
Já independente, a Argentina enviou autoridades para tomar posse das ilhas na década de 1820 e nomeou um governador para as Malvinas em 1829. Quatro anos depois, em 1833, os ingleses expulsaram as autoridades argentinas.
O Reino Unido diz que sua reivindicação começou em 1765. Também afirma ter enviado um navio de guerra às ilhas em 1833 para expulsar forças argentinas que tentavam assumir o controle.
Em abril de 1982, a Argentina lançou a Operação Rosário, uma tentativa militar de recuperar as Malvinas. A ação iniciou a Guerra das Malvinas, vencida pelos ingleses dois meses depois. Morreram 649 soldados argentinos, 255 soldados britânicos e 3 moradores da ilha.
Em 2013, os moradores das Malvinas votaram em um plebiscito e escolheram permanecer como território ultramarino do Reino Unido.








