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Argentina anuncia novas denúncias por exploração de petróleo perto das Malvinas
Foto: Javier Milei EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA
Mundo

Argentina anuncia novas denúncias por exploração de petróleo perto das Malvinas

Governo de Javier Milei também abriu processos contra 15 pessoas e mantém disputa de soberania com o Reino Unido.

O governo da Argentina anunciou novas denúncias contra empresas e indivíduos suspeitos de realizar atividades de exploração e extração de petróleo perto das Ilhas Malvinas sem autorização de Buenos Aires.

A medida foi comunicada pelo porta-voz Adrian Ravier. Segundo ele, a denúncia judicial apresentada na semana passada será ampliada para incluir outras empresas que teriam violado a Lei 26.659, que proíbe atividades petrolíferas na plataforma continental argentina sem autorização.

Empresas e sanções

O promotor Carlos Stornelli indiciou nesta terça-feira diretores e acionistas da Navitas Petroleum, de Israel, e da Rockhopper Exploration, do Reino Unido, por suposta extração de petróleo em águas próximas às ilhas.

Na semana passada, o governo de Javier Milei havia informado que o ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, apresentaria uma denúncia criminal contra Navitas Petroleum Development & Production Ltd., Navitas Petroleum Atlantic United, Navitas Petroleum LP, JHI Associates Inc. e Eco (Atlantic) Oil & Gas Ltd.

O Executivo argentino também anunciou o início de processos sancionatórios contra mais 15 indivíduos. Eles se somam a processos já iniciados contra outros 45 indivíduos. Os nomes não foram divulgados.

Ravier afirmou que Buenos Aires continuará “utilizando todos os meios à sua disposição para punir e impedir” atividades que, na avaliação do governo argentino, violem os direitos e a soberania do país sobre as ilhas.

Posição britânica

O Reino Unido declarou nesta terça-feira que apoia o direito dos habitantes das Ilhas Malvinas de regular a economia local e desenvolver recursos naturais, incluindo hidrocarbonetos.

O governo britânico afirmou que considera as ilhas um Território Britânico Ultramarino e que não tem dúvidas sobre a soberania do Reino Unido no arquipélago e nas zonas marítimas próximas. Também disse que não discutirá a soberania, a menos que os habitantes das ilhas desejem.

Possível mediação

Pablo Quirno apoiou uma possível mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois que ele sugeriu que as partes poderiam procurá-lo para tentar resolver a crise.

“Queremos sentar à mesa”, afirmou Quirno, ao defender o diálogo com o Reino Unido.

A disputa voltou a lembrar a guerra de dez semanas travada em 1982 entre Argentina e Reino Unido pelo controle da região.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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