O Exército dos Estados Unidos avalia a disponibilidade de tropas para uma possível ação militar ao redor de Cuba. Uma mensagem interna da Reserva do Exército indicou que forças poderiam ficar à disposição do Comando Sul, responsável por operações na América Central, na América do Sul e no Caribe.
O documento foi emitido na semana passada pelo quartel-general da Reserva do Exército e pediu informações, até sexta-feira (25), a quatro unidades: o Batalhão de Apoio Logístico, o Batalhão de Engenharia, a Brigada Médica e a Brigada de Polícia Militar. Esta última atua em segurança, detenção e outras missões de aplicação da lei.
A solicitação aponta que as forças “possivelmente seriam necessárias em 90 a 120 dias”. O ofício não menciona Cuba e não informa que alguma unidade tenha recebido ordens de mobilização. Funcionários do governo norte-americano afirmaram que o pedido faz parte da continuidade do planejamento militar relacionado à ilha.
A movimentação ocorre enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumenta a pressão sobre o governo cubano para que Havana faça reformas políticas. Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Trump disse que o governo cubano “cairá” e que a “liberdade chegará a Cuba”.
Antes da assembleia, o presidente impôs sanções a empresas e autoridades de Cuba, incluindo instituições de desenvolvimento militar. Washington mantém um embargo comercial, econômico e financeiro contra o país desde a década de 1960.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, prometeu retaliar qualquer ofensiva dos Estados Unidos. Ele também acusou Washington de “agressão” e “guerra econômica” por bloquear as exportações de petróleo da Venezuela. A medida provocou uma crise energética na ilha.








